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Comportamento

Então, é 12 de junho…

Ê, dia dos namorados!

Para quem está ao lado da pessoa amada, é tudo lindo, tudo flores. Para quem está solteiro, é apenas mais uma data comercial que a sociedade capitalista nos empurra para nos fazer gastar dinheiro com futilidades.

Sinceramente, procuro não fazer julgamentos (só me irrito um pouco as reportagens repetitivas e palavras “maisdomesmo”). Mas eu acredito profundamente no homem enquanto um animal simbólico. Afinal, é isso o que nos diferencia, não é? E datas comemorativas, são apenas isso: símbolos para celebrarmos algo importante em nossas vidas. Portanto, o dia dos namorados tem sim sua importância, não apenas para a economia, mas para a subjetividade das pessoas.

Não tenho aqui, estudos e estatísticas para comprovar o que digo, mas sei que a solidão para o ser humano é algo profundamente insalubre. É por isso que procuramos estar perto de quem nos faz bem e nos compreende. Essa busca constante pela “alma gêmea” é apenas nossa necessidade de compartilhar o nosso próprio mundo. E é fantástico quando nos deparamos com uma pessoa que nos faz sentir especial a ponto de querer fazer o mesmo por ela.

Amar é bom. Ser amado é maravilhoso. O que me preocupa, na verdade, é que nessa busca desenfreada, às vezes esquecemos justamente o que é importante: esse compartilhar. E em vez de troca, o indivíduo dá tudo de si. Porque do mesmo jeito que a sociedade é simbólica, ela exige que a felicidade é um padrão, se você está sozinho, não está feliz e para estar sozinho e feliz é preciso estar com várias pessoas. É para isso que servem as baladas, ou não? Ou você é de um, ou é de todos. Alguns podem ser felizes assim? Claro. Mas o que vejo por aí é que um vazio se instala em quem não está bem consigo mesmo se transforma em carência e daí, é uma bola de neve, onde falta respeito por si mesmo e pelo outro.

O que quero dizer aqui é: procuremos, afinal a máxima de “quem espera sempre cansa” tem sua verdade. A busca pelo amor (e aqui não quero parecer clichê) é boa e a recompensa (quando a temos) é deliciosa. Mas sejamos responsáveis. Utilizemos os símbolos que criamos para celebrar e não como uma forma de compensação que, muitas vezes, não passa de uma quinzena.

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