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Cinema

[Cinema] – Cássia Eller

Eu sou uma pessoa que tem um gosto musical bem eclético. Aprendi desde cedo a curtir MPB com os meus pais e lá pelos meus 13/14/15 anos descobri a MTV e conheci muita gente diferente do que eu estava acostumada a ouvir e uma dessas pessoas foi Cássia Eller. Lembro que meu primeiro contato com a cantora foi quando tocou Malandragem em Malhação e depois fui ouvi-la mais e melhor na MTV mesmo.
Depois dessa primeira aproximação, rolou encantamento e muito amor. As letras, a forma doida de cantar e o timbre super diferente do que a gente ouvia na época me fizeram prestar atenção na cantora, nas letras e curtir muito.
Cássia Eller

Desde que saiu na mídia que um documentário dela ia ser produzido para o cinema, fiquei doida para assistir. E com alguns meses de atraso, o filme chegou em Natal e fui conferir ontem. Saí surpresa e feliz com o que assisti.

Ele traz depoimentos de amigos como Nando Reis, Zélia Duncan, Oswaldo Montenegro, da sua companheira por 14 anos Maria Eugênia, da mãe, irmã, produtores e amigos de banda como Lan Lan. Todos falando de quanto Cássia era explosiva nos palcos e tímida e doce fora deles.

Inclusive essa grande timidez era vista nas entrevistas que o documentário mostra, uma Cássia quieta e que não conseguia olhar diretamente para a câmera. Ela queria fazer música, fosse para 10 ou para 100 mil pessoas. E isso foi uma das grandes coisas que eu saí mais admirada ainda, ela gostava da sua vida privada e a música era a sua forma de expor os sentimentos para o mundo.

Em duas horas de depoimentos, música, entrevistas e cenas do início da carreira dela em Brasília e da sua vida íntima a gente consegue ver uma artista com um dom extraordinário mas que infelizmente não sabia lidar com a pressão de ser famosa. Cássia queria viver sua vida e ponto final.
Cássia Eller
Vemos a felicidade dela ao ser mãe, o carinho com Maria Eugênia, a parceria querida e inspiradora com Nando Reis, os bastidores do acústico e infelizmente sua morte em 2001.

O documentário não tem censura, o assunto sexo drogas e rock’n’roll foi abertamente discutido e comentado. Os peitos, que ela mostrava direto nos palcos apareceram, as mudanças de cabelo, a atitude rock’n’roll quando ela pegava o microfone e cantava as mazelas do mundo, sua suavização na forma de cantar depois que foi mãe (e a pedido do filho Chicão que disse pra ela: mãe você berra, quem canta é a Marisa Monte), o show histórico no Rock in Rio e mais, muito mais. É um material de duas horas, que nem vi passar, riquíssimo. Por mim se tivesse mais duas horas eu ficaria de boa no cinema vendo. A edição está muito boa e dinâmica.

Cássia Eller
Uma coisa refutada no filme foi a cobertura sensacionalista da morte da cantora. O laudo do IML afirmou que ela morreu de infarto do miocárdio e não de overdose como muitos jornais e revistas falaram na época.

Saí do cinema feliz pelo legado deixado pela cantora e triste porque infelizmente ela se foi tão cedo.

Se você for fã de música brasileira e puder assistir o documentário, assista!

Beijinhos

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1 Comment

  • Reply
    Kelly
    8 de maio de 2015 at 3:03 pm

    Engracado que pra mim falou em Cassia eu lembro tbm de Malhacao…. Tema da Luisa e sua paixão pelo Dado (me deu dor de saudades daquela epoca, pq era apaixonada como a Luisa).

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