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Transição Capilar – Tentando novamente

Se você me segue no instagram (segue aí menina!) já sabe que estou passando pela Transição Capilar mais uma vez. Ano passado eu falei sobre o assunto por aqui e expliquei como é o processo da transição e depois de alguns meses escrevi um post de como a transição tinha afetado minha autoestima negativamente e que eu tinha alisado os fios novamente. Acontece que mais ou menos em julho/2017 eu decidi que não alisaria mais, iria deixar sair toda a selagem dos meus fios para ver como eles são naturalmente e aí embarquei de novo na transição capilar. 

Eu estava há alguns meses ensaiando fazer esse post aqui, pra compartilhar com vocês como está sendo todo esse processo e pretendo fazer disso um diário da transição capilar, pra deixar tudo documentado e ajudar eventualmente quem esteja passando por isso.

Transição capilar e o cabelo ondulado

Pra começar, sugiro que leia esse post aqui que fiz sobre o cabelo ondulado, ele explica direitinho todas as particularidades das onduladas, que ficam ali entre as lisas e as cacheadas. Os fios ondulados não formam efetivamente cachos e possuem muito frizz e parece que na transição o frizz triplica sabe? Eu finalizo o cabelo, saio de casa e parece que a estática do mundo inteiro tá nos meus cabelos, de tão arrepiados que eles ficam.

Outra coisa que acontece com as onduladas é a famigerada falta de day after e parece que na transição isso também potencializa. Durante esses meses, eu tive dois ou três bons day afters e só. O que acontece é que a química do meu cabelo ainda é muito pesada frente aos produtos que uso pra dar definição, então geralmente no dia depois que lavo a franja e a parte de cima dos fios alisa totalmente e a parte de dentro do cabelo, que ninguém vê, fica ondulada.

Com essa falta de bons day afters eu fico meio desestimulada às vezes, tanto que tem dia que nem finalizar ele ondulado eu faço, passo apenas um creme de pentear e deixo ele secando naturalmente. Daí a franja e a parte de cima do cabelo que ainda tem muito alisamento ficam super lisas e por dentro ele ondula, o que me dá um volume meio estranho.

Curiosamente hoje meu cabelo deu um day after bem interessante, onduladinho, e como a franja é uma coisa que nunca consigo manter bonita nessa vida, prendi, olhem só:

Transição capilar o cabelo ondulado

Duas texturas, dá pra ver bem que tá cheio de fio liso pelo meio

 

Transição capilar e a busca pela finalização “perfeita”

Eu confesso que já desisti de tentar uma finalização que me deixe maravilhosamente ondulada/cacheada, porque consegui exatamente duas vezes e uma delas nem fui eu quem finalizei, foi Amanda (que escreve aqui no blog). A gente foi num evento da Bioextratus conhecer a linha de cachos deles e ela fez uma finalização em mim bem estruturada, que me deixou apenas lindíssima (e convencida também):

Transição capilar e o cabelo ondulado

A quem interessar possa, ela usou a manteiga meus cachos de cinema da embelleze, fez fitagem e secou com difusor. Demorou aproximadamente uma hora o processo, me deu um dos únicos day afters mencionados lá em cima e fiquei me sentindo pleníssima. Será que no final da transição meus fios vão ficar assim?

Transição capilar e big chop

Big chop significa grande corte, que é retirar toda a parte de química restante depois de alguns meses de transição. Eu não fiz big chop e nem pretendo fazer. O que fiz foi começar a cortar aos poucos partes da química, pra não ter um impacto tão grande na minha autoimagem.

Em novembro do ano passado eu cortei os fios na altura dos ombros em Nalva Melo, mesmo lugar que Amanda fez o corte dela (e contou sobre isso nesse post aqui). Foto do dia do corte:

Transição capilar e os cabelos ondulados

Pretendo ir cortando aos poucos, agora já tem muita química pra tirar, acho que daqui a uns dois meses no máximo cortarei novamente.

Cada transição é diferente e paciência é a palavra chave pra passar por esse processo sem surtar. Eu tenho tido mais paciência e calma do que imaginei que teria, felizmente, porque a primeira vez que tentei a transição ano passado não estava preparada e acabei alisando. Não me arrependo de ter alisado, agora estou passando pelo processo de uma forma mais tranquila, cuidado demais dos meus cabelos e descobrindo todos os dias uma mudança, uma textura, uma forma nova de cuidar dos meus fios. É uma descoberta interessante e ao longo do tempo venho fazendo mais posts sobre isso aqui!

No instagram, eu criei uma hashtag chamada #transiçãodanary, clicando aqui, você também pode me acompanhar por lá os meus posts rápidos sobre o assunto. ;)

 

Beijinhos!

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Transição capilar e os cabelos ondulados
Comportamento

Como a transição capilar afetou minha autoestima

Cabelo sempre foi um tema delicado pra mim, passei anos fazendo muita coisa doida nesses fios e o meu picumã já aguentou cada coisa que só eu sei, mas depois de ter criado este humilde blog, os cabelos tem sido a minha maior vaidade, gosto de cuidar deles e tenho aprendido cada vez mais sobre esse processo. E com isso veio a vontade de fazer transição capilar esse ano. Depois de ler muito sobre, estava decidida, iria deixar os cabelos crescerem de forma ‘natural’, sem química.

Transição capilar e autoestima

Comprei produtos para ajudar na finalização dos fios e fui em busca de blogs que me ajudassem nesse processo. Pesquisei, li, me aprofundei no assunto, conheci técnicas que até então eram desconhecidas (day after, fitagem, usar difusor), procurei saber qual era o meu cacho, estava super empolgada, mas vivia com o cabelo preso.

Crescia em mim uma insatisfação com a minha maior vaidade, a coisa que eu tinha mais orgulho das pessoas elogiarem. Se você falar que meu cabelo está lindo eu vou ganhar o meu dia sabe? E isso estava me deixando muito, mas muito triste.

Eu tentava arrumar os fios de todas as formas, tentei produtos diferentes, técnicas diferentes, mas sempre que precisava sair os cabelos não se arrumavam de nenhuma forma. Nada parecia funcionar e eu comecei a apelar para dois artefatos que eu nem lembrava mais quando tinha usado ambos pela última vez: escova e chapinha.

O problema era, nem com a escova e com a chapinha eu ficava satisfeita, os cabelos não estavam da forma que eu desejava e a minha autoestima seguia caindo. Eu continuava lendo blogs sobre transição e vendo meninas falando: a transição é linda, seja livre, deixe essa química pra lá, resista. Mas aquele discurso ali não cabia mais pra mim.

Quando abri o Chat Feminino aprendi muita coisa (e continuo aprendendo) e uma delas é que a nossa autoestima é fundamental pra que a gente possa viver bem e que somos lindas sim e mais, devemos fazer as coisas que nos deixam felizes e confortáveis em nossos corpos.

Não é pecado se amar e querer mudar uma coisa ou outra, não é pecado ter autoestima e fazer plástica ou dieta, não é pecado se amar e pintar o cabelo pra cobrir os brancos, não é pecado alisar o cabelo e se achar linda e maravilhosa com eles lisos.

Pecado é fazer as coisas para agradar aos outros, por pressão ou para se encaixar em um local que você simplesmente não se encaixa. E eu não estava me encaixando, fui lá e sim, meti a química nos cabelos e sabe o que? To me achando maravilhosa, poderosa e vitaminada.

Por isso que eu deixei a transição, porque a minha autoestima estava afundando junto com a química que estava saindo dos meus fios.

Por isso, to aqui com eles alisados e feliz, muito feliz. E se eu puder dar um conselho pra você que me lê hoje: faça o que te deixa feliz! Quer alisar, alise, quer cachear, cacheie, quer passar a máquina zero, passe, contato que te deixe feliz e satisfeita. :)

Porque no final, a gente tem que se sentir bem dentro do nosso corpo não é mesmo?

Beijinhos! 

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Foto: Shutterstock

transição capilar e autoestima
Cabelos

Cabelos cacheados: um bom corte é fundamental

Desde que resolvi assumir os cachos eu sabia que um bom corte, feito um bom profissional que entendesse de cabelos cacheados seria fundamental. Não que um bom corte nos fios lisos também não seja necessário, mas cachos precisam de um olhar de especialista não apenas para passar a tesoura, mas para te orientar como aproveitar ao máximo aquele novo visual com uma boa finalização, indicar produtos e principalmente como usá-los da maneira correta.

Bem, eu estava certa. Tanto que estava MUITO ansiosa para o meu corte. Seguindo a dica de várias colegas, parei em Nalva Melo. Primeiro que o salão dela é um convite para você entrar. Na verdade, ele é um salão café montado no coração da Ribeira, bem onde Natal nasceu e com uma decoração única. Frases de efeito e colagens nas paredes, algumas sem revestimento ou pintura. Você se sente peculiar assim que entra. Eu que adoro algo fora da caixinha já cheguei lá apaixonada.

Foto: divulgação

Além disso, Nalva trabalha, além de outras marcas, com a Deva Curl (não tô recebendo pra fazer a propaganda – eles nem precisam – mas qualquer coisa, tamos aí!) – A MARCA para cabelos cacheados e que tem na sua desenvolvedora a responsável pela criação das técnicas de Low Poo e No Poo. Ou seja: eu tinha que ir.

Sem atraso, sentei na cadeira, comecei a falar da minha transição às escondidas no coque durante gravidez/1º ano do bebê, que havia começado o cronograma capilar há pouco tempo, como estava fazendo o Low Poo e pronto. Ela havia terminado! Pensei de cara: “acabou? Ela só cortou isso? Não é possível!”. Jurava que algo tava errado, mas quem é doido de questionar o cabeleireiro, né? Lavagem, hidratação, fitagem, cabelinho e paciência no difusor. Cabelo seco, Nalva passou nas mãos um óleo para não criar atrito nos fios e com minha cabeça para baixo, soltou tudo para deixar bem bagunçado e com volume e eu me vi outra no espelho. Ela explicou que se eu quisesse um visual com cachos mais certinhos era só soltar menos os cachos após secagem.

No papo, Nalva ainda me reafirmou a importância de usar os produtos certos para cada tipo de cabelo, de cacho (sim, há curvaturas específicas, mas falo sobre isso na próxima oportunidade), como o shampoo com sulfato destrói seus fios e me ensinou uma fitagem super simples que resultou nisso aqui:

Nessa finalização não há gel nem gelatina. Na-da além de um bom leave-in resultando em fios maleáveis. Sobre a fitagem:

com os cabelos já lavados e hidratados (ou nutridos ou reconstruído) e encharcados (no nível pingando então de preferência faça isso dentro do box), separe o cabelo em partes, passe o leave-in/creme de pentear de sua preferência na mecha e vá enluvando todos os fios com o creme. Depois passe os dedos entre os fios como se sua mão fosse um pente de dentes largos e “penteie” o cabelo criando fitas (olhaí o nome fitagem!). Amasse o grupo de cabelo fitado para ativar o cacho e repita o processo mecha por mecha. Depois de finalizar, tire o excesso com uma toalha de microfibra ou até camisa de algodão (alô marido!). Aí é só secar e você está prontíssima.

Eu vou tentar fazer sozinha e depois conto para vocês lá no Instagram Stories se deu tudo certo.

Eu tô me sentindo a blogueirinha cacheada, sério! Nem com o frizz, que estava equivalente a aqueles fios ouriçados de experiências de estática em feira de ciência, eu tô me importando mais.  Como a mudança em um cabelo promove auto-estima, né? O que acharam?

 

cabelos cacheados corte