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Um ano sem tireóide

Ano passado, 45 dias após retirar a tireóide eu fiz um post aqui no blog contando como estava sendo minha recuperação pós cirurgia e também como eu estava lidando com as mudanças de humor e os hábitos da vida. Hoje, 1 ano e 3 meses depois vim atualizar aquele relato, contar pra vocês como está sendo viver sem uma parte do corpo que eu nem ligava muito, confesso, mas que faz tanta diferença em nossas vidas.

Se você não leu o post antigo e tá aqui de paraquedas, vem cá que te explico rapidamente o que aconteceu: Em fevereiro de 2016 fui diagnosticada com carcinoma papilífero (trocando em miúdos: câncer na tireóide) e o tratamento era simples: tireoidectomia total. Ou seja: adeus bye bye tireóide e glândulas.

Um ano sem tireóide

Após cirurgia para retirada total das glândulas a pessoa precisa para sempre tomar levotiroxina, mais conhecido como hormônio da tireóide e durante os primeiros meses de recuperação você ainda não sabe exatamente a dose que vai domar do hormônio e isso traz vários incômodos como variações de humor e muito, mas muito cansaço.

Eu demorei menos de seis meses para ajustar a dose com a endocrinologista (a dose é ajustada com base em exames de sangue que você faz periodicamente) e tomo 137mg diariamente em jejum. Durante todo esse tempo tomei o remédio religiosamente, nunca esqueci (santo alarme do celular!) e mesmo acordando algumas vezes atrasada deixei de comer (você precisa tomar em jejum e ficar 30m sem comer nada depois de tomar o remédio) pra não ficar sem o hormônio.

Os primeiros meses são os mais difíceis, eu oscilava muito de humor e perdia a concentração facilmente. Geralmente no final do dia eu tinha uma baixa de energia horrível e só queria me deitar e dormir, fazer atividades noturnas eram um suplício porque sempre batia o sono do nada. Era bem chato.

Quando a dose foi ajustada minha qualidade de vida melhorou demais, geralmente eu não consigo mais dormir muito tarde e coloquei a academia para fazer pela manhã, assim percebo que o dia rende mais. Claro que ainda rolam alguns cansaços ocasionais e eu não consigo mais virar a noite numa festa, por exemplo, o sono bate bem mais cedo. Mas isso pode ser porque eu acordo todos os dias às 5h30 para tomar o remédio, ou pode ser apenas a idade chegando. rs

Ainda sinto muita fome, mas creio que isso seja outra coisa e não culpa dos hormônios e as mudanças de humor hoje são bem menos constantes que antes.

Eu tenho plena convicção de que minha vida não é como era antes, meu metabolismo sempre foi muito lento e sempre sofri muito com isso. A vitalidade pós retirada da tireóide realmente dá uma baixada, mas não é uma coisa para se desesperar sabe? Dá pra viver bem e normal com isso, é só não esquecer de tomar o medicamento direitinho e sempre fazer acompanhamento médico.

Eu vou à endocrinologista e ao médico de cabeça e pescoço (que me operou)  a cada seis meses para fazer exames de rotina e ver se está tudo bem por aqui.

Se você tiver alguma dúvida, pode deixar nos comentários, se eu souber responder, farei com muito carinho. ;)

Beijinhos!

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Foto: Shutterstock

um ano sem tireóide
Saúde

Como é viver sem tireóide – Os primeiros 45 dias

Eu relutei muito em escrever isso aqui, não sabia se seria superexposição ou se ajudaria alguém que por ventura pode estar passando pelo que eu passei, afinal, é pra isso também que escrevo, para que outras pessoas possam ser ajudadas de alguma forma. Enfim, depois de muito relutar, aqui está o bendito post. 

Alguns já sabem, outros não e agora vou explicar: eu tirei a tireóide. Tirei porque encontrei um tumor maligno nela em Fevereiro desse ano. Sim amigos, foi o câncer, ele chegou aqui mas já se foi, antes que você entre em desespero. 

Na segunda pré carnaval recebi resultados de uma punção que havia feito e infelizmente o diagnóstico era de um tumor chamado carcinoma papilífero. Depois do baque inicial (uma crise de choro, noites sem dormir, aquela coisa), exames pré operatórios e um carnaval pra aliviar as tensões, chegou o dia de operar: tireoidectomia total. Ou seja: adeus bye bye tireóide e glândulas

Operei dia 23/02, hoje é 15/04 e estamos aí vivendo esses dias sem tireóide, o que no início eu não sabia muito bem como seria e hoje posso afirmar: é uma montanha russa de emoções. 

Eu me sinto constantemente cansada, como se tivesse correndo maratonas todos os dias, é um cansaço inexplicável que bate e vem junto logo com um leve stress e incômodo, preciso ficar quieta e me deitar, na minha cama. Onde eu estiver eu quero ir pra casa na hora. Não adianta tentar me oferecer mil soluções, a única plausível e que vai resolver é minha casa. Não sei porque isso, mas só sei que é assim que funciona. Geralmente a minha energia baixa no final da tarde. Pela manhã tenho conseguido viver melhor, inclusive coloquei a academia para esse horário para aproveitar. rs 

Eu estou completamente sem concentração. Tem horas que eu consigo fazer mil coisas, sento e sou totalmente produtiva e tem horas que não sai uma linha de nada, não consigo ver um seriado, não consigo ler nada, não consigo trabalhar direito. É um saco, é stressante, é entediante, mas simplesmente não consigo. Minha cabeça fica avoada, pensando em mil coisas ao mesmo tempo e em nada também, a linha de pensamento não sai, simples assim. 

Eu estou bem irritada. Se você me pegar em um dia ruim, ferrou. Vou te dar uma resposta completamente descabida e stressada. Acontece. Eu posso estar felizinha agora e daqui a cinco minutos estar stressada. Não consigo controlar. E com essa irritação vem também uma vontade de chorar inexplicável em qualquer hora do dia. Esses hormônios vão me deixar doida. 

Eu engordei e sinto muita fome. Essa para mim é a parte mais frustrante. Eu sinto fome e às vezes não consigo controlar e acabo comendo mais que o normal, ou seja, acabei dando uma leve engordada. Aí fico frustrada, irritada e tenho vontade de chorar. Mas minha endocrinologista disse que a prioridade do momento é organizar esses hormônios, depois a gente volta com força total na dieta. 

No momento estou fazendo reposição hormonal, mas ainda não estou com a dosagem correta, isso acontece porque só depois de exames que saberei se está tudo ok. Nos primeiros exames que fiz e levei para o médico que me operou deu hipotireodismo, já dei uma leve aumentada na dosagem do remédio mas já percebi que não é o correto ainda. Próxima semana tem endocrinologista, o médico responsável nesse controle dos hormônios. 

Até agora é isso, essa vida bem louca de viver com as emoções bem à flor da pele e sentindo cansaços eventuais e avassaladores, mas tentando melhorar todos os dias. A academia tem me ajudado e em todo esse tempo tive o apoio incondicional dos meus pais, da minha família e de amigas muito queridas que entendem esse meu período muito louco. rs

Se vocês tiverem alguma dúvida sobre tudo que eu falei aqui, podem perguntar. ;) 

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