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Comportamento

O Rei do Show e uma lição de amor próprio

Eu AMO musicais! Já fiz um top 5 aqui no blog com musicais que mais amo e semana passada fui assistir O Rei do Show no cinema e saí encantadíssima! <3 A história de O Rei do Show é a história de P. T. Barnum, um homem de origem humilde e muito sonhador, que monta em NY um show com todos os tipos de pessoas que encanta multidões.

P.T. Barnum reuniu os underdogs, aquelas pessoas que sempre ficavam nas sombras no mundo. Mulher barbada, anões, negros e quem estava à mercê da sociedade, inserindo uma fagulha de esperança nos corações deles, criando um espetáculo incrível e consequentemente a ideia do showbusiness. 

rei do show e amor proprio

Uma coisa que me encantou no filme foi aquela aura incrível de músicas e sonhos, que se você quiser e trabalhar muito pra isso, as coisas irão acontecer. As músicas são lindas mas a que mais me chamou atenção e que me fez escrever esse post chama-se This is Me, que acredito ser a música tema do filme, que passa uma mensagem forte e maravilhosa de aceitação.

Olha essa apresentação do elenco do filme:

E agora a letra, que incrível:

Eu não sou estranho para a escuridão
Esconda-se longe, fique seguro
Porque nós não queremos suas partes quebradas
Eu aprendi a ter vergonha de todas as minhas cicatrizes
Fuja, eles dizem
Ninguém vai te amar como você é

Mas
Eu não vou deixá-los quebrar-me até o pó
Eu sei que há um lugar para nós
Pois somos gloriosos

Quando as palavras mais afiadas querem me cortar
Eu vou ver o sangue, vou afogá-las
Eu sou corajoso, estou ferido
Eu sou quem eu deveria ser, esse sou eu
Cuidado porque aqui venho eu
Eu estou marchando no meu próprio ritmo
Não tenho medo, de ser visto
Eu não me desculpo, esse sou eu

Outra rodada de balas atinge minha pele
Bem, manda bala, porque hoje
Eu não vou deixar os insultos começarem
Nós estamos atravessando as barricadas
E alcançando o sol
(Nós somos guerreiros)
Sim, é isso que nos tornamos
Eu não vou deixá-los quebrar-me até o pó
Eu sei que há um lugar para nós
Pois somos gloriosos

Além de um plot muito bom, tem mensagem mais linda que “eu não me desculpo, esse sou eu”? O Rei do Show é uma celebração de humanidade para todas as pessoas que se sentem excluídas, humilhadas e tristes por sua aparência. Por todo mundo que já precisou se desculpar por ser diferente, por usar roupas diferentes, ter um corpo fora dos padrões impostos pela sociedade.

Já disse inúmeras vezes que saí encantada do cinema né? E saí feliz pela mensagem que foi passada nas telonas, que espero ser cada vez mais difundida no mundo. <3 O filme ainda tá em cartaz, corram pro cinema pra ver por que vale muito a pena!

 

Beijinhos

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Comportamento

Um 2018 se cuidando mais

Você se recorda quando começou a se cuidar mais? Muitas vezes o hábito vem influenciado por alguém de dentro da sua casa. De uma mãe, de uma irmã, tia, até de uma amiga. Às vezes vem desde a infância. Noutras você adquire e sente necessidade quando entra para a adolescência.

Nunca me senti pertencente a nenhum desses mundos. Lembro de poucas rotinas de beleza da minha mãe. Quase nenhuma. Sou filha única, com uma tia que mora longe e sempre me dei melhor com amigos homens. As poucas amigas mulheres que eu tive na adolescência confesso também não reparava se elas se vestiam de cuidados. A verdade é que minha turma sempre foi muito moleca. Sempre fomos a “sala dos nerds”. A dos belos era outra. Tive um namoro em particular que agravou ainda mais meu relacionamento com o espelho e a coisa aliviou um pouco 10 anos depois ao encontrar meu marido.

autocuidado

 

Minha mãe faleceu quando eu tinha 16. Em seguida entrei para a faculdade de jornalismo, logo depois consegui meu primeiro trabalho de repórter. Em uma profissão vaidosa como a minha, eu preferia os bastidores. Vivi na produção de tudo o que apareceu pra mim de oportunidade: TV, rádio e agora website. Sempre na interna. Aparecer pra mim seja na TV ou gravando vídeos para o site vem com um misto de nervosismo e bloqueio. Eu travo real. A garganta seca. Sofro. Choro entala na garganta. Às vezes uma micro crise de pânico quer surgir. Não que eu não seja capaz de lidar com entrevistas de artistas grandes, mas eu não sou capaz de lidar com minha imagem. Difícil escrever isso, mas é a verdade.

E imagem é uma coisa tão pessoal, né? O que você vê é diferente do que o outro enxerga em ti.

Em um ano que mais se falou sobre empoderamento, aceitação, liberdade de ser você mesma e a beleza de sermos únicos, ainda é difícil olhar pra dentro por mais libertador que o sentimento possa parecer. Li muito sobre autoestima e até sigo perfis que debatem o tema e o quão estamos presos na famosa pressão dos rótulos, mas assim como eu será que você colocou em prática o leu? Ouviu? Curtiu e compartilhou?

Pergunto porque venho me questionando isso nas últimas semanas. A gente enaltece a fala de quem se ama acima de qualquer imposição estética, mas acorda e dorme insatisfeita com algo que pode incomodar apenas a gente mesmo. Aplaudimos o papo de sermos donas das nossas escolhas e pedimos respeito a isso, mas certeza que pelo menos uma dessas escolhas foi tomada em razão do olhar do outro (mesmo que inconsciente). Ando pensando demais nisso. Talvez por ter passado a me ver pelo olhar sem cobranca do meu filho. É impressionante como o olhar singelo da criança, sem julgamentos pode te fazer olhar pra si de outra forma. Talvez da forma que eu mereço me ver todos os dias, mas por bloqueio ainda não acontece.

Minha “rotina” de auto cuidado vem e vai em ciclos e no momento, após o primeiro ano do meu filho sem saber lidar com tudo o que a maternidade te apresenta, estou no alto da curva. Estou com planos de perder os 15kg que me deixei ganhar comendo mal nos últimos dois anos, de voltar a me alimentar bem, com cremes na pia do banheiro para manter uma rotina antes de dormir e planos pra voltar a malhar – coisa que amo, mas que meu corpo vem batalhando contra mim. Sei que “é só” questão de rotina. De começar.

Esse “é só” pode parecer de difícil entendimento para alguns e mesmo após eu ter perdido 22kg para meu casamento (com 14kg recuperados) não é fácil pra eu entender que o aprendizado daquele período não conseguiu superar os problemas de imagem. Em 2018 o que eu quero pra mim e para você, é que a imagem mais doce que sua família e a amigos tem de ti se reflita no seu espelho e que você a veja. Se enxergue de verdade.

Eu e Nary vamos manter esse pensamento como um compromisso aqui no Chat Feminino e você vai poder acompanhar tudo conosco. Quem sabe juntas, nós aqui e vocês aí, não consigamos mudar ou dar início a uma transformação em conjunto?

 

Foto: Shutterstock

Comportamento

Como a transição capilar afetou minha autoestima

Cabelo sempre foi um tema delicado pra mim, passei anos fazendo muita coisa doida nesses fios e o meu picumã já aguentou cada coisa que só eu sei, mas depois de ter criado este humilde blog, os cabelos tem sido a minha maior vaidade, gosto de cuidar deles e tenho aprendido cada vez mais sobre esse processo. E com isso veio a vontade de fazer transição capilar esse ano. Depois de ler muito sobre, estava decidida, iria deixar os cabelos crescerem de forma ‘natural’, sem química.

Transição capilar e autoestima

Comprei produtos para ajudar na finalização dos fios e fui em busca de blogs que me ajudassem nesse processo. Pesquisei, li, me aprofundei no assunto, conheci técnicas que até então eram desconhecidas (day after, fitagem, usar difusor), procurei saber qual era o meu cacho, estava super empolgada, mas vivia com o cabelo preso.

Crescia em mim uma insatisfação com a minha maior vaidade, a coisa que eu tinha mais orgulho das pessoas elogiarem. Se você falar que meu cabelo está lindo eu vou ganhar o meu dia sabe? E isso estava me deixando muito, mas muito triste.

Eu tentava arrumar os fios de todas as formas, tentei produtos diferentes, técnicas diferentes, mas sempre que precisava sair os cabelos não se arrumavam de nenhuma forma. Nada parecia funcionar e eu comecei a apelar para dois artefatos que eu nem lembrava mais quando tinha usado ambos pela última vez: escova e chapinha.

O problema era, nem com a escova e com a chapinha eu ficava satisfeita, os cabelos não estavam da forma que eu desejava e a minha autoestima seguia caindo. Eu continuava lendo blogs sobre transição e vendo meninas falando: a transição é linda, seja livre, deixe essa química pra lá, resista. Mas aquele discurso ali não cabia mais pra mim.

Quando abri o Chat Feminino aprendi muita coisa (e continuo aprendendo) e uma delas é que a nossa autoestima é fundamental pra que a gente possa viver bem e que somos lindas sim e mais, devemos fazer as coisas que nos deixam felizes e confortáveis em nossos corpos.

Não é pecado se amar e querer mudar uma coisa ou outra, não é pecado ter autoestima e fazer plástica ou dieta, não é pecado se amar e pintar o cabelo pra cobrir os brancos, não é pecado alisar o cabelo e se achar linda e maravilhosa com eles lisos.

Pecado é fazer as coisas para agradar aos outros, por pressão ou para se encaixar em um local que você simplesmente não se encaixa. E eu não estava me encaixando, fui lá e sim, meti a química nos cabelos e sabe o que? To me achando maravilhosa, poderosa e vitaminada.

Por isso que eu deixei a transição, porque a minha autoestima estava afundando junto com a química que estava saindo dos meus fios.

Por isso, to aqui com eles alisados e feliz, muito feliz. E se eu puder dar um conselho pra você que me lê hoje: faça o que te deixa feliz! Quer alisar, alise, quer cachear, cacheie, quer passar a máquina zero, passe, contato que te deixe feliz e satisfeita. :)

Porque no final, a gente tem que se sentir bem dentro do nosso corpo não é mesmo?

Beijinhos! 

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Foto: Shutterstock

transição capilar e autoestima