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A redescoberta do cabelo natural

Olá! Sou Amanda Faia, 35 anos, jornalista, hiperativa, esposa, mãe e comadre da Nary. Há umas 3 semanas resolvi assumir meus cachos, meu balaio, meu querido fuá e dar um adeus à químicas alisantes e um “até a hora que eu quiser” à chapinha.

Cabelo natural

A Nary me convidou para contar um pouco de como está sendo esse processo de redescoberta para vocês. Redescoberta porque a última vez que eu estive de cachos soltos eu estava na faculdade e eu me formei no longínquo ano de 2003. Depois desse período, meu cabelo foi ruivo, loiro (e um alaranjado neste meio), com partes coloridas, curto, longo, alisado e/ou com ondas. Não digo que fiz de tudo porque sei que tem gente que judia muito mais que eu, mas posso dizer com certeza que ele já passou por muitos bocados.

Se você faz essa milacria toda no cabelo, mas cuida do bichinho, ele até resiste. O problema é quando você faz e não está nem aí. A verdade é que nunca fui muito vaidosa. Por preguiça mesmo e por estar sempre ocupada nunca parei para cuidar de mim e o que eu resolvia fazer tinha que ser rápido porque certeza que eu já estava atrasada para algum compromisso.

cabelos naturais transiçao capilar de Amanda Faia

Aí veio a gravidez em 2015 e o pouco que eu fazia pelo meu cabelo já não podia mais. Nada de química (nesta época havia abandonado a progressiva e estava apenas fazendo realinhamento), nada de descolorante e cor só se fosse com tinturas específicas. Resultado? Fui prendendo em um rabo de cavalo e tudo piorou muito depois de Gabriel nascer. Aí é que a gente não tem tempo mesmo (e eu achava antes que não tinha! Iludida!). O rabo de cavalo continuou e minha transição capilar foi literalmente presa. Sem química, os cachos voltaram a aparecer, mas assim que eles davam o ar da graça depois do banho, lá iam os fios para um coque no alto da cabeça novamente porque era mais prático, Gabriel não conseguia puxar e já era hora de cuidar do bebê de novo (e de mim nada).

Somando o 1 ano e 2 meses atual de Gabriel com os 9 meses da gravidez, posso dizer que praticamente passei dois anos com esse cabelo sem ver escova ou chapinha (porque você tá cansada demais para fazer ou sem tempo) e preso. Foi quando cansei!

Não é novidade que mãe se negligencia e depende da gente catar força não sei de onde e contar com a ajuda do parceiro para se achar novamente no meio da correria do dia-a-dia. Por mais que o bebê precise da sua atenção, você também precisa dedicar tempo à você. Tem mãe que consegue resolver isso relativamente rápido, eu só consegui força para me reencontrar 1 ano depois.

Mas então… fazer o que nesse cabelo? Voltar pra química eu não posso pois ainda estou amamentando. Hora de realmente assumir os cachos, mas do jeito que o cabelo está agora claramente não dá para ficar. Senão eu viro escrava novamente da chapinha.

Cabelo natural - Amanda Faia

Após dar aquela chorada básica a Nary e ela me inundar com posts aqui mesmo do blog sobre cronograma capilar, hidratação, nutrição, reconstrução, máscaras, umectação… resolvi dar chance a esse mundo novo. É novo sim e a “desculpa” que eu precisava para cuidar de mim! Dito isso, a partir de agora, vira e mexe, eu estarei aqui no Chat Feminino para a gente falar de cabelos, auto estima e o que diabo eu estou fazendo para tentar domar a juba. Espero que eu possa, de certa forma, ajudar outras a se jogar também. A se cuidar também. E a ver que a questão de “não ter tempo” depende muito mais da gente do que de fatores externos. Se a gente não fizer pela gente, quem vai fazer?

 

Foto: Shutterstock

 

cabelo natural
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Cuidado com o cabelo liso.

Não, não há problema algum em se ter ou querer ter um cabelo liso. Mas é preciso cuidado e atenção para com o cabelo antes de qualquer processo para alizá-lo e, ainda mais importante, com sua saúde.
Quando as progressivas viraram febre, as notícias do momento seguiram a tendência e mostraram inúmeras reportagens do mal que o formol faz – presente em concentração considerada indevida na maioria da composição do produto que fazia as progressivas até então – e dos contratempos que muitos tiveram, como o couro cabeludo queimado, irritado e etc.
Dai a gente fica pensando que é só o formol, a progressiva que tem esse risco todo, certo? Pois pensamos errado. Vi na Folha hoje que muitos alisadores usam substância tóxica em seus componentes; tão tóxicas quanto o formol.
A substância, o glutaraldeído – também conhecido como glutaral – se ministrada em altas dosagens pode causar queimaduras, inflamações, coceira, dermatite química, descamação e reações alérgicas graves. Pior, a inalação do produto pode provocar crises de asma e bronquite e, em casos extremos, a chamada pneumonia química (que pode levar à morte).
A reportagem informa que assim como o formol, o glutaral é um conservante – e não um alisador – e, portanto, as concentrações máximas permitidas são 0,1%; para o formol, esse valor é de 0,2%. E traz seis cuidados básicos que devem ser observados para os que querem alisar o cabelo:

1. Informe-se sobre o produto utilizado e fique atento as concentrações dos produtos.

2. Verifique se a embalagem tem registro na Anvisa. Você pode consultar pelo site.

3. Peça ao profissional para preparar o produto na sua presença.

4. Faça o teste em uma madeixa para ver a reação do seu cabelo.

5. Se sentir dor, coceira ou queimação no couro cabeludo, interrompa o procedimento e lave com água abundantemente.

6. Se sentir tosse, lacrimejamento, falta de ar ou rouquidão, procure um médico.

Então meninas, cuidado nunca é demais e, como o velho ditado já ensina, prevenir é melhor que remediar.