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O famigerado Whole30

Suzana Macêdo é psicóloga a crossfitter. Recentemente emagreceu 10kg com o projeto whole30 e conta um pouquinho da sua experiência no texto abaixo. ;)

 

Oi Suzana,

Conseguimos, que incrível não é? Na realidade nem você acreditava que fosse capaz quando decidiu fazer algo como o whole30, afinal, a alimentação sempre foi algo que te consumiu de forma obsessiva e reconfortante, decidir que iria ficar 30 (longos) dias cortando todos os alimentos que eram deliciosos e reconfortantes foi uma decisão muito difícil.

whole30

Fazer uma mudança de vida não e fácil, enganas-e quem pensa que irá acordar pela manhã e nesse momento sua cabeça vai estar completamente preparada para os seus planos. Nossos mecanismos de defesa e auto sabotagem são muito mais fortes do que possamos imaginar, passamos a vida inteira nos sabotando e pensando que a forma como estamos fazendo será o melhor para nossa vida, mas lá no fundo sabemos que tem uma voz que fala que esse pensamento está equivocado, porém essa voz costuma ser baixa e precisamos nos concentrar para conseguir ouvi-la e por vezes quando conseguimos não estamos preparados para ouvir o que ela nos tem a dizer e ignoramos.

Com você, essa voz tentou muitas vezes te chamar, mas você insistia em fingir que não estava ouvindo nada e preferia fingir que não havia um chamado da sua saúde e do seu corpo para ser “melhor”, mas ao mesmo tempo eu me questionava: Eu preciso mesmo ser “magra” para ser bem aceita? Preciso ser “magra” para ser feliz ou mesmo as pessoas me aceitarem? Eram questionamentos válidos que eu preferia responder que não, se as pessoas queria estar perto de mim teriam que me aceitar da forma como eu sou.

Mas em um daqueles belos dias em que você se olha no espelho eu me questionei: Mas Suzana, será que você se aceita do jeito que você está? O que lhe reflete no espelho é algo que está te agradando? E foi nesse momento onde eu dei uma volta de 360 graus observando meu corpo eu percebi que aquilo não era quem eu queria ser, mas como poderia mudar se eu era tão apaixonada (para tentar evitar a palavra compulsiva nesse texto) por comida? Como eu iria fazer para desassociar da sensação que a comida me dava? Então me lembrei que quando eu entrei no crossfit algumas pessoas começaram a fazer um programa chamado whole30 que era constituído de ficar 30 dias livre de açúcar, álcool, cereais, leguminosas e laticínios, eu sei, parece que tira toda a comida possível do mundo mas o susto inicial é completamente normal pois eu mesma me assustei, não apenas me assustei como também considerei todas as pessoas que estavam envolvidas no programa como loucas, mal sabia eu que iria chegar minha vez.

Antes e Depois do Whole30

No momento em que você decidiu realmente fazer o whole30 não foi do nada, você sabia que não precisava de uma dieta, o que realmente precisava era um programa que te mostrasse que poderia sim viver sem todos aqueles alimentos que tanto amava e para isso nada melhor do que um programa de desintoxicação e era exatamente isso que era oferecido no whole30.

Primeiro passo a ser feito depois da decisão era estudar sobre, me emprestaram o livro e eu o li, li antes de fazer o programa? Sim! Pois no meio do processo é normal ter pequenas dúvidas, mas ter o maior número de informações que você conseguir é ainda melhor, pois a dúvida enfraquece o processo e por isso é tão importante absorver tudo de informação que você puder.

Posso tomar café? Água de coco pode? E aquele chocolate feito de cacau? Todas as dúvidas do mundo aparecem e você precisa pesquisar antes de colocar o alimento na boca porque qualquer pequeno erro te faz voltar para o temido dia 01.
No final foram 30 dias de aprendizado de limites, controles e muita mudança. Com uma semana eu já ouvia as pessoas comentando que estava emagrecendo e me oferecendo os parabéns como se eu estivesse vencendo uma maratona de longos km, na verdade eu ouvia, mas, dava aquele sorriso envergonhado e dizia que “nada a ver”, porém quando chegava em casa, olhava no espelho e procurava o que as pessoas estavam falando, além disso os sintomas dos primeiros 10 dias são avassaladores, muito sono, muito enjôo, algumas dores de cabeça e o rendimento de treino (que ainda não é bom) caindo de uma forma preocupante, mas como e tinha lido no livro todos os sintomas eram esperados (aqui a importância de ler antes de começar pois tudo se transforma em gatilho para querer desistir).

Antes e depois Whole30 - Suzana

Levantava da cama pensando no que comer e dormia pensando no que iria comer no outro dia, minha rotina rodava ao redor de organização e preparação para todas as situações alimentares que poderiam ocorrer, pois qualquer vacilo me levaria ao “descontrole”, passamos por coffee break no trabalho, aquele bom cafezinho no meio do dia, festa de aniversário de criança, baladas e passeio para lanchar com as amigas, resistimos a tudo e para as coisas mais difíceis levava minha própria comida em marmitas para poder compartilhar com as pessoas. Eu sei que tudo isso parece muito complicado, mas com um tico de força de vontade não é!
Nos últimos 10 dias as alimentações iam ficando mais fáceis, já sabíamos como comer e o que comer dentro do limite da necessidade, mantinha a rotina andando com marmitas e com as pessoas aprendendo a respeitar que eu estava em um processo pessoal. Lembra o quanto foi importante ter pessoas para te apoiar? Você irá precisar de respeito, de limite, de compreensão, de incentivo, de pessoas que acima de qualquer motivo torcem por você. E tivemos tudo isso e foi incrível vê que as pessoas te apoiam, te elogiam… E elogiam muito! Eu acho que cada elogio fortalece sua autoestima para ter mais força para continuar com todo o processo que não é fácil.
Onde foi que eu encontrei essa força? Na verdade essa força vem de dentro e somente de lá, não adianta esperar esse estímulo de fora. O que vem de fora são exemplos que te motivam e motivação é ótima, mas a força e decisão são suas e apenas você pode entender esse momento em que recebe um click mental de que precisa mudar, ele vem de dentro e te balança todas as estruturas, como um grito interno que somente será escutado na sua cabeça, esse grito é ensurdecedor e não é possível desprezá-lo pois é ensurdecedor, vem de uma vontade de mudança, vem daquele dia em que nada está bom e que você percebe que nada vai melhorar enquanto algo não mudar.

Mas Suzana será que eu preciso ser magra para ser feliz? CLARO QUE NÃO!

Emagrecer não muda a pessoa que você é, mas fará com que sinta aquela imagem refletida que te perturbava melhorando e não existe sensação melhor do que sentir que somos capazes de construir coisas novas, percepções novas, corpos novos, autoestima nova…

Lembre que você é capaz, não apenas de emagrecer, mas de fazer todas aquelas mudanças que tanto desejou a vida inteira. Somos compatíveis com nossos planos e projetos, apenas precisamos colocar em prática e acreditar.

whole30
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Um ano sem tireóide

Ano passado, 45 dias após retirar a tireóide eu fiz um post aqui no blog contando como estava sendo minha recuperação pós cirurgia e também como eu estava lidando com as mudanças de humor e os hábitos da vida. Hoje, 1 ano e 3 meses depois vim atualizar aquele relato, contar pra vocês como está sendo viver sem uma parte do corpo que eu nem ligava muito, confesso, mas que faz tanta diferença em nossas vidas.

Se você não leu o post antigo e tá aqui de paraquedas, vem cá que te explico rapidamente o que aconteceu: Em fevereiro de 2016 fui diagnosticada com carcinoma papilífero (trocando em miúdos: câncer na tireóide) e o tratamento era simples: tireoidectomia total. Ou seja: adeus bye bye tireóide e glândulas.

Um ano sem tireóide

Após cirurgia para retirada total das glândulas a pessoa precisa para sempre tomar levotiroxina, mais conhecido como hormônio da tireóide e durante os primeiros meses de recuperação você ainda não sabe exatamente a dose que vai domar do hormônio e isso traz vários incômodos como variações de humor e muito, mas muito cansaço.

Eu demorei menos de seis meses para ajustar a dose com a endocrinologista (a dose é ajustada com base em exames de sangue que você faz periodicamente) e tomo 137mg diariamente em jejum. Durante todo esse tempo tomei o remédio religiosamente, nunca esqueci (santo alarme do celular!) e mesmo acordando algumas vezes atrasada deixei de comer (você precisa tomar em jejum e ficar 30m sem comer nada depois de tomar o remédio) pra não ficar sem o hormônio.

Os primeiros meses são os mais difíceis, eu oscilava muito de humor e perdia a concentração facilmente. Geralmente no final do dia eu tinha uma baixa de energia horrível e só queria me deitar e dormir, fazer atividades noturnas eram um suplício porque sempre batia o sono do nada. Era bem chato.

Quando a dose foi ajustada minha qualidade de vida melhorou demais, geralmente eu não consigo mais dormir muito tarde e coloquei a academia para fazer pela manhã, assim percebo que o dia rende mais. Claro que ainda rolam alguns cansaços ocasionais e eu não consigo mais virar a noite numa festa, por exemplo, o sono bate bem mais cedo. Mas isso pode ser porque eu acordo todos os dias às 5h30 para tomar o remédio, ou pode ser apenas a idade chegando. rs

Ainda sinto muita fome, mas creio que isso seja outra coisa e não culpa dos hormônios e as mudanças de humor hoje são bem menos constantes que antes.

Eu tenho plena convicção de que minha vida não é como era antes, meu metabolismo sempre foi muito lento e sempre sofri muito com isso. A vitalidade pós retirada da tireóide realmente dá uma baixada, mas não é uma coisa para se desesperar sabe? Dá pra viver bem e normal com isso, é só não esquecer de tomar o medicamento direitinho e sempre fazer acompanhamento médico.

Eu vou à endocrinologista e ao médico de cabeça e pescoço (que me operou)  a cada seis meses para fazer exames de rotina e ver se está tudo bem por aqui.

Se você tiver alguma dúvida, pode deixar nos comentários, se eu souber responder, farei com muito carinho. ;)

Beijinhos!

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Foto: Shutterstock

um ano sem tireóide
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Os benefícios da Zumba

Há alguns anos eu fiz um post aqui no blog falando da minha relação com a Zumba, mas nunca tinha vindo aqui contar especialmente dos benefícios que essa atividade traz. Faz dois meses que voltei pra Zumba e resolvi escrever contando tudo de bom que a Zumba pode trazer para a sua vida. ;)

Antes de mais nada, deixa eu falar um pouquinho dela pra quem não conhece. A zumba é um exercício que mistura movimentos aeróbicos com movimentos de dança coreografados ao som de músicas latinas como salsa e merengue. Cada aula dura de 45 minutos a uma hora, e como ela é uma aula toda musicada, já adianto que pra mim uma das coisas mais legais da Zumba é que ela não é monótona.

benefícios da zumba

Durante o exercício você pode queimar de 500 a mil calorias, vai depender da intensidade do seu treino. Cada pessoa tem o seu ritmo e pelo menos onde faço isso é muito respeitado. As coreografias são super legais e dinâmicas, dá pra todo mundo acompanhar. Tem uma senhora de 70 anos na minha turma que arrasa na dança. (Se você me segue no snap, naryleandro, já deve ter visto-a por lá, às vezes eu filmo umas partes da aula)

Toda aula começa com o aquecimento, que serve pra gente não lesionar nenhuma parte do corpo durante a aula. Nele já são trabalhados os músculos inferiores (coxa, glúteos, panturrilha) e também os músculos do CORE (abdômen, cintura e quadril), claro que também rola um trabalho de braço, algumas coreografias pedem. Dá pra movimentar o corpo todo! Com esse aquecimento e toda a aula, já rola o fortalecimento desses músculos.

Como as aulas são coreografadas, a coordenação motora é bem trabalhada, além da memória, pra lembrar dos passos aprendidos. A Zumba funciona por meio da repetição. A gente aprende as dancinhas por várias aulas e novas danças vão sendo inseridas à série. Dentro da lista de músicas tem as mais lentas e as mais rápidas, pra ninguém sair 100% morto. hehehe

Além disso tudo, a zumba melhora o sistema cardiovascular, através dos movimentos de respiração realizados durante toda a aula, aumenta o metabolismo, elimina as toxinas do corpo e ainda te deixa super feliz!

Tem dias que eu chego toda cansada do trabalho mas visto a roupa, calço os tênis e vou pra Zumba, a aula é tão divertida e leve que deixa a gente automaticamente mais animado. :)

BEDA

 

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