Como a transição capilar afetou minha autoestima | Chat Feminino
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Como a transição capilar afetou minha autoestima

Cabelo sempre foi um tema delicado pra mim, passei anos fazendo muita coisa doida nesses fios e o meu picumã já aguentou cada coisa que só eu sei, mas depois de ter criado este humilde blog, os cabelos tem sido a minha maior vaidade, gosto de cuidar deles e tenho aprendido cada vez mais sobre esse processo. E com isso veio a vontade de fazer transição capilar esse ano. Depois de ler muito sobre, estava decidida, iria deixar os cabelos crescerem de forma ‘natural’, sem química.

Transição capilar e autoestima

Comprei produtos para ajudar na finalização dos fios e fui em busca de blogs que me ajudassem nesse processo. Pesquisei, li, me aprofundei no assunto, conheci técnicas que até então eram desconhecidas (day after, fitagem, usar difusor), procurei saber qual era o meu cacho, estava super empolgada, mas vivia com o cabelo preso.

Crescia em mim uma insatisfação com a minha maior vaidade, a coisa que eu tinha mais orgulho das pessoas elogiarem. Se você falar que meu cabelo está lindo eu vou ganhar o meu dia sabe? E isso estava me deixando muito, mas muito triste.

Eu tentava arrumar os fios de todas as formas, tentei produtos diferentes, técnicas diferentes, mas sempre que precisava sair os cabelos não se arrumavam de nenhuma forma. Nada parecia funcionar e eu comecei a apelar para dois artefatos que eu nem lembrava mais quando tinha usado ambos pela última vez: escova e chapinha.

O problema era, nem com a escova e com a chapinha eu ficava satisfeita, os cabelos não estavam da forma que eu desejava e a minha autoestima seguia caindo. Eu continuava lendo blogs sobre transição e vendo meninas falando: a transição é linda, seja livre, deixe essa química pra lá, resista. Mas aquele discurso ali não cabia mais pra mim.

Quando abri o Chat Feminino aprendi muita coisa (e continuo aprendendo) e uma delas é que a nossa autoestima é fundamental pra que a gente possa viver bem e que somos lindas sim e mais, devemos fazer as coisas que nos deixam felizes e confortáveis em nossos corpos.

Não é pecado se amar e querer mudar uma coisa ou outra, não é pecado ter autoestima e fazer plástica ou dieta, não é pecado se amar e pintar o cabelo pra cobrir os brancos, não é pecado alisar o cabelo e se achar linda e maravilhosa com eles lisos.

Pecado é fazer as coisas para agradar aos outros, por pressão ou para se encaixar em um local que você simplesmente não se encaixa. E eu não estava me encaixando, fui lá e sim, meti a química nos cabelos e sabe o que? To me achando maravilhosa, poderosa e vitaminada.

Por isso que eu deixei a transição, porque a minha autoestima estava afundando junto com a química que estava saindo dos meus fios.

Por isso, to aqui com eles alisados e feliz, muito feliz. E se eu puder dar um conselho pra você que me lê hoje: faça o que te deixa feliz! Quer alisar, alise, quer cachear, cacheie, quer passar a máquina zero, passe, contato que te deixe feliz e satisfeita. :)

Porque no final, a gente tem que se sentir bem dentro do nosso corpo não é mesmo?

Beijinhos! 

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Foto: Shutterstock

transição capilar e autoestima

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