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Para Cutir: Mallu Magalhães – Pitanga
Sempre gostei da Mallu Magalhães. Mesmo no comecinho, quando dizer que gostava dela era polêmico. Gosto muito de sua voz. Acho que ela é extremamente talentosa, curtia curto muito suas músicas e apreciava seu folk gostosinho.
Resolvi ouvir o novo trabalho dela, Pitanga, que me agradou e incomodou ao mesmo tempo. Confuso né? Então… Vou tentar me explicar.

Pitanga teve uma clara e evidente influência de Marcelo Camelo (namorado da garota, que eu também adoro). Me lembrou muito os cds “4” do Los Hermanos e “Sou” do Camelo. Mesmos temas, até a arrastada na voz que Camelo tem está presente na intepretação de Mallu. E foi isso que incomodou, eu fiquei buscando autenticidade, a Mallu ali e só ouço o Camelo soprando no ouvido dela.
Isso faz com que o álbum seja ruim? De forma alguma. Contraditoriamente, eu gostei muito. Achei até que funciona naquele jeitinho manso dela. As letras são boas e arranjos também. É um álbum que vale a pena ouvir, aprender a cantar para aqueles momentos em que não se quer tanta badalação sabe? Talvez eu só precise me acostumar a esta influência tão forte e nova.
O primeiro clipe do álbum, é da música “Velha e Louca”. Um óbvio recado para aqueles que a criticam por qualquer motivo. Gostei da música e o clipe ficou bonitinho (ela está lindíssima). Mas, sabe, enquanto eu via não conseguia enxergar alguém que cresceu e está querendo mostrar sua identidade, só pensava em uma menina que pegou a maquiagem da mãe, calçou seu sapato alto e saiu dançando pela casa. Mais uma vez um conflito em mim, gostei do clipe mas não consegui ver uma ‘velha e louca’ e sim pensar em “ai, que bonitinho, ela tá querendo brincar de mocinha”. Sei que ela cresceu, mas acho que é pela atitude. Eu achei que ela ainda está muito acanhada diante das câmeras.
Acho que nunca fiquei tão confusa com um álbum. Geralmente ou amo ou deixo. E acredito que irei amá-lo, mas precisarei me adaptar e conhecer melhor essa nova fase da Mallu.
Abaixo, o clipe de “Velha e Louca”
E aí, tô muito errada? Qual a opinião de vocês?
Beijos!
Para Curtir: The Dresden Dolls
Olá, pessoas!
Hoje, teremos mais uma dica musical. É que ando meio impossibilitada de ver outras coisa, mas música… Sempre me aparecem coisas novas. E semana passada, uma amiga me apresentou uma dupla fantástica, chamada The Dresden Dolls.

Era uma vez, Brian Viglione, que conheceu Amanda Palmer numa festa de halloween, em Boston (EUA), onde ela estava se apresentando. Brian encantou-se com o estilo da moça e a aproximação dos dois resultou em uma experiência musical com toques de indie rock, dark cabaret e post-punk, a qual denominaram de: The Dresden Dolls.
Suas apresentações são performáticas (num estilo chamado, por eles mesmos, de ‘cabaret punk bretchiano“, lembra um pouco a estética do filme Moulin Rouge), onde os membros da banda maquiam-se e se vestem com roupas de cabaré. Os principais instrumentos são a bateria de Brian e o piano/teclado de Amanda, com vocal dos dois. Suas letras são cruas, puxando para o lado tragicômico… São composições fantásticas!

A voz grave de Amanda, acompanhada de seu piano dão aquele toque nostálgico que é quebrado com a bateria forte de Brian. Pode-se dizer que os dois são bem ecléticos na escolha dos ritmos que utilizam e que a mistura fica muito boa!
Ah, o nome da banda faz referência á cidade de Dresden, na Alemanha, devastada por um bombardeio na Segunda Guerra Mundial.
Encontrei na discografia deles, os seguintes álbuns:
- A is for Accident (2003)
-The Dresden Dolls (2004)
-Yes, Virginia (2006)
- No, Virginia (2008)
Deixo com vocês, o link para o site da banda e em seguida um videoclipe:
http://www.dresdendolls.com/
E então, o que acharam?
Beijos!
Para Curtir: Karina Buhr
A música brasileira vem nos trazendo boas surpresas ultimamente. Meu mais novo vício é a cantora e percussionista Karina Buhr. Nascida em Salvador, ainda criança mudou-se para Recife, onde se inspirou no manguetown do Chico Science, no maracatu e na música de raiz.
Karina participou de vários grupos musicais (incluindo o Comadre Fulozinha), convivendo com diversas formas de expressões artísticas. Vive há cinco anos em São Paulo, á convite do diretor Zé Celso Marinez Correa para integrar a Trupe do Teatro Oficina, tendo participado de inúmeros espetáculos teatrais.
Confesso, conheci a Karina a partir da trilha sonora de “Cordel Encantado”. Não assistia a novela (por falta de tempo hehehe), mas achava a trilha formidável. Neste CD ela canta uma versão de “Tum Tum Tum” (não sei se o original é de Elba Ramalho ou Jackson do Pandeiro). Eu me encantei com sua voz e saí procurando informações sobre ela.
Seu primeiro disco solo (2010) chama-se “Eu menti pra você”, com letras mais voltadas para o cotidiano e referências à cultura de Recife. Aqui ela passeia entre momentos densos e lúdicos. Este trabalho foi escolhido como o 3º melhor disco nacional de 2010 pela Rolling Stone Brasil.

Agora, em 2011, ela lançou o “Longe de Onde”, um som mais cru e crítico, incluindo alusões ao ‘punk rock’ assim como a melodias mais suaves. Em entrevista para a Rolling Stone, Karina falou que pela primeira vez o disco foi gravado com a formação de uma banda de rock, o que deixa o som mais ‘pesado’.

Suas composições são belíssimas. As letras poéticas, os arranjos muito bem elaborados e seu sotaque tipicamente recifense dá todo um charme às canções. Além disso, há também a experiência no teatro que imprime um toque especial em sua performance, ao vivo, e em estúdio. De minha parte, existe uma grande identificação com as letras dela.
O site da Karina, onde vocês podem fazer o download do novo cd é o: http://karinabuhr.com.br/
Deixo com vocês o clipe oficial da música “Cara Palavra”, o qual foi gravado em uma viagem que ela fez ao Marrocos (ai que inveja! rs) e que eu achei super bacana:
Espero que gostem da dica. Ouçam e digam o que acharam, ok?
Beijos!!!
Para curtir: The Weeknd
A dica do para curtir de hoje é de um cantor, Abel Tesfaye, mais conhecido como The Weeknd. Ele é Canadense, tem 21 anos e canta R&B. As primeiras músicas foram lançadas por ele em 2010 e em março de 2011 lançou uma mixtape intitulada House of Baloons, posteriormente lançou Thursday, e no outono lançará Echoes of Silence. No site do cantor dá pra baixar House Of Baloons e Thursday.

Estou completamente viciada nas duas mixtapes, escuto-as diariamente e não consigo enjoar. É um som delicado, ritmado e extremamente relaxante, além de ter uma pitada sexy. Não sei vocês, mas acho R&B por si só com uma pegada meio sensual e super delicinha de se ouvir.
Conheci The Weeknd através do meu amigo Isaac (que de vez em quando ajuda na montagem da playlist) e indico à todo mundo que tá afim de ouvir um som novo e super gostoso.
Como indicação deixo duas músicas que amo:
Essa música está na promo da season finale do seriado Entourage.
Curtiram?!
Beijinhos
Roger Waters: The Wall no Brasil
Meu primeiro contato com Pink Floyd foi através de um ex-namorado fã da banda. Não só ele era louco por Waters, Gilmore, Barret, Mason e Wright, como toda sua família. Logo, as viagens de carro ou os almoços de domingo tinham como trilha sonora Pink Floyd.
O primeiro filme que vimos juntos obviamente foi The Wall, e claro, confesso que ao primeiro frame não me pareceu tão interessante. Um VHS de 82, mais velho que ele ou eu, com imagem pouco nítida e horas de músicas que não faziam sentido pra mim não era o romance que esperava para uma tarde com o namorado.

Buscando outros álbuns, outras músicas, me assustando com o inicio de Time, me emocionando com Wish You Were Here, ouvindo 20 minutos de Echoes e finalmente entendendo o real significado de The Wall, pude compreender que The Wall era muito mais que simplesmente um filme ou uma ópera rock, era a vida de toda uma geração.
Após anos de espera teremos a chance de nos emocionar com a turnê original de The Wall aqui no Brasil em 2012, que alias, em Londres teve a reunião surpresa de outros integrantes. O público ficou de boca aberta com Gilmore a mais de 10 metros de altura tocando “Comfortably Numb” e emocionado com o abraço dele em Waters.
O furor pelos shows está tão grande que na Argentina há boatos de um sétimo show, já que os seis já confirmados estão esgotados!
Agora sim, poderei ver com meus olhos toda genialidade que marcou não só uma, mas várias gerações de amantes do rock. Conferir todos os efeitos eu resultaram a The Wall prêmios da Pollstar Music Industry Awards em Los Angeles, nas categorias “Maior Turnê de 2010” e “Produção de Palco Mais Criativa”.
O namoro não continuou, mas a camiseta dada, os CDs “roubados” e a admiração pela banda permanecem, aliás, os ingressos para as apresentações no Brasil serão garantidos agora em Setembro.



