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mai 18, 2012 Em: Para curtir, Para ouvir

Para Curtir: Coeur de Pirate

Béatrice Martins (Quebec/Canadá) nasceu no dia do meu aniversário, 22 de Setembro, e tem apenas 22 aninhos! Idade essa que não tenho mais, mas isso não vem ao caso. Ela é mais conhecida por seu nome artístico Cœur de Pirate que significa Coração Pirata.

Com a mãe pianista não ficou difícil pegar gosto pela música e pela arte. Dona de uma voz meiga e de um corpo cheio de tattos, a loirinha pode te insultar em francês e você ainda responder com um amável “Merci!” Vide o Wicked Games.

Aos 15, teve sua primeira banda, December Strikes First, depois entrou na Bonjour Brumaire como tecladista. O seu boom na internet ocorreu devido ao uso da música Ensemble como trilha sonora do vídeo stop-motion do bebê da fotógrafa Francis Vachon. Você fica completamente hipnotizado pelo bebê e pela voz da Béatrice.

Ela tem dois álbuns, Cœur de pirate (2008) com destaque para Comme Des Enfants e Blonde (2011) com Adieu, cujo clipe ela explode as “pretendentes” do namorado.

Mesmo sendo uma cantora solo, Coeur de Pirate gosta de projetos paralelos, e um dos que mais gosto é a dupla Armistice com Jay Malinowski, que tem um EP com lindas canções.

Outras Curiosidades:

  • Béatrice compôs Oeuvre du bonheur para uma campanha publicitária da Coca-Cola relacionada aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010, que foram realizados em Vancouver (Canadá). A música é aquela bonitinha com assovios, que depois aqui no Brasil foi base para a campanha da empresa…ouça que você lembrará ;)
  • Em julho de 2009, o jornal Le Soleil revelou que a cantora havia posado nua para um site erótico quando ainda era menor de idade. Béatrice Martin respondeu por meio da sua conta no Twitter, dizendo que a existência dessas fotos era conhecida por seus admiradores e que as imagens nada mais são que “erros da juventude”
  • Beatrice, junto com seu namorado Alex esperam um bebê para o final do verão Canadense :) Você pode acompanhar as fotos deles em sua conta do instagr.am
  • Seu tumblr é o http://beatriceisaunicorn.tumblr.com/

 

Para ouvir: La Blogotheque

La Blogotheque não é uma banda, um artista ou um álbum. É uma maneira diferente de curtir e vivenciar música. O cineasta francês Vincent Moon filma artistas fazendo shows ao ar livre, em cafés ou até em metrôs os chamados Concerts à Emporter (Take Away Shows, em inglês).
Para os amantes de música o La Blogoteque é um prato cheio, as filmagens são simples e poéticas e o foco é a música. Não há roteiros fechados de filmagem e o improviso toma conta das cenas, criando uma interação muito legal do artista com as pessoas que passam no local da filmagem ou dos amigos que vão acompanhar.
To completamente viciada no canal do youtube deles nos quais você pode encontrar shows das mais variadas bandas, tem REM, Phoenix, Bon Iver, Vampire Weekend e até o brasileiro Thiago Pethit.
La Blogotheque encanta, anima e fascina. Eu que sou apaixonada por música fiquei louca quando conheci e me encantei com a simplicidade e verdade com que os músicos cantam suas canções nas filmagens.
Para vocês também se encantarem:

Thiago Pethit – Mapa Múndi

Gravado no minhocão em SP:

Beirut

Arcade Fire

Gravação que começa dentro de um elevador, diferente e genial!

REM – Until the day is done

Deliciem-se!

Beijinhos

Para Curtir: Lana Del Rey

Na última semana, foi divulgado o novo clipe da Lana Del Rey, “Blue Jeans”. Eu estava relutando em escrever sobre ela aqui, devido a grande polêmica que a ronda, mas, depois de ver aquela fotografia fantástica, resolvi criar coragem (rs).

Quem me conhece sabe como sou cismada com música pop. Eu até brinco que meu limite são de 7 músicas seguidas… Nem a Adele conseguiu amolecer meu coraçãozinho (e eu sei  e admito que ela é muito, muito  talentosa). Na verdade, eu não gosto muito do “mais do mesmo”. Questão de gosto né?

Pelos meus posts, devem ter percebido também que gosto de vozes meio exóticas e foi isso que me chamou atenção na Lana de início. Meu gosto por melodias mais bucólicas também me levou na direção dela. Antes do CD lançado, vi alguns vídeos de suas apresentações e até gostei,  acho que por tê-los visto, não fiquei tão chocada com a apresentação dela no SNL, porque eu já conhecia a voz dela e sei como o nervosismo pode agarrar a gente, algumas vezes. Mas me recuso em ser ativista do ‘team Lana’, assim como procuro não discutir com os que são do ‘team odeio a Lana’.

Minha análise é a seguinte: o estilo dela é diferente das outras cantoras pop. Seu tom de voz  é baixo, grave. Ouço suas melodias e parece que sou levada para um cenário “noir”. É lento, arrastado, sinuoso, meio misterioso. A própria aparência dela leva a isso. E meio diferente da onda Pin-Up de cabelos coloridos e roupas extravagantes, com vozes fortes, gritadas (não necessariamente estou dizendo ‘desafinadas’) e agudas, com milhares de “feat” e com cara de pista de dança que tomou de conta do cenário musical atual.

 

Já vi críticas de que o CD dela não é homogênio. Sinceramente, se fosse, cansaria. Não só dela, mas de qualquer artista que não ousa um pouco. Já li também que ela é “fabricada” , mas vamos pensar um pouco, quem não é? Música,hoje, é mercadoria e deva agradar o público, tem  que ser vendida. Sim, ela é fabricada, assim como todos os artistas pop. Também vi, inclusive, acusações fervorosas de que a voz dela era modificada e isso vindo de fãs ardorosos da Britney e da Katy Perry!   Agora, sendo honesta, que era bem engraçado ver as primeiras apresentações dela, ah isso era. Toda sem jeito no palco, meio tímida (e sim, isso também pode ter sido fabricado – porque eu adoro uma teoria da conspiração)

Não é questão de defesa ou de denúncia, mas sim de saber fazer uma crítica contextualizada e bem fundamentada. Vim falar da Lana e no fim o que eu fiz aqui foi uma análise do pop e de como os fãs reagem a ele (rsrs)

Eu gostei do CD e também do clipe de “Blue Jeans”, que, obviamente é um prologo ou adendo ao de “Born to Die”. Adorei a fotografia e a metáfora de “nadar” com o perigo.  Segue abaixo o vídeo:

E então, não se acanhem! Queremos saber a opinião de vocês!

Beijos e até a próxima!

PS: Ah, e só para esclarecer. Eu gosto de pop,  só não gosto tanto assim. Mas, vamos combinar que se acabar na pista batendo cabelo é bom de vez em quando .

fev 01, 2012 Em: Para curtir, Para ouvir

Para Cutir: Mallu Magalhães – Pitanga

Sempre gostei da Mallu Magalhães. Mesmo no comecinho, quando dizer que gostava dela era polêmico. Gosto muito de sua voz. Acho que ela é extremamente talentosa, curtia curto muito suas músicas e apreciava seu folk gostosinho.

Resolvi ouvir o novo trabalho dela, Pitanga, que me agradou e incomodou ao mesmo tempo. Confuso né? Então… Vou tentar me explicar.

Pitanga teve uma clara e evidente influência de Marcelo Camelo (namorado da garota, que eu também adoro). Me lembrou muito os cds “4” do Los Hermanos e “Sou” do Camelo. Mesmos temas, até a arrastada na voz que Camelo tem está presente na intepretação de Mallu. E foi isso que incomodou, eu fiquei buscando autenticidade, a Mallu ali e só ouço o Camelo soprando no ouvido dela.

Isso faz com que o álbum seja ruim? De forma alguma. Contraditoriamente, eu gostei muito. Achei até que funciona naquele jeitinho manso dela. As letras são boas e arranjos também. É um álbum que vale a pena ouvir, aprender a cantar para aqueles momentos em que não se quer tanta badalação sabe? Talvez eu só precise me acostumar a esta influência tão forte e nova.

O primeiro clipe do álbum, é da música “Velha e Louca”. Um óbvio recado para aqueles que a criticam por qualquer motivo. Gostei da música e o clipe ficou bonitinho (ela está lindíssima). Mas, sabe, enquanto eu via não conseguia enxergar alguém que cresceu e está querendo mostrar sua identidade, só pensava em uma menina que pegou a maquiagem da mãe, calçou seu sapato alto e saiu dançando pela casa. Mais uma vez um conflito em mim, gostei do clipe mas não consegui ver uma ‘velha e louca’ e sim pensar em “ai, que bonitinho, ela tá querendo brincar de mocinha”. Sei que ela cresceu, mas acho que é pela atitude. Eu achei que ela ainda está muito acanhada diante das câmeras.

Acho que nunca fiquei tão confusa com um álbum. Geralmente ou amo ou deixo. E acredito que irei amá-lo, mas precisarei me adaptar e conhecer melhor essa nova fase da Mallu.

Abaixo, o clipe de “Velha e Louca”

E aí, tô muito errada? Qual a opinião de vocês?

Beijos!

dez 08, 2011 Em: Comportamento, Para curtir, Para ouvir

Para Curtir: The Dresden Dolls

Olá, pessoas!

Hoje, teremos mais uma dica musical. É que ando meio impossibilitada de ver outras coisa, mas música… Sempre me aparecem coisas novas. E semana passada, uma amiga me apresentou uma dupla fantástica, chamada The Dresden Dolls.

Era uma vez, Brian Viglione, que conheceu Amanda Palmer numa festa de halloween, em Boston (EUA), onde ela estava se apresentando. Brian encantou-se com o estilo da moça e a aproximação dos dois resultou em uma experiência musical com toques de indie rock, dark cabaret e post-punk, a qual denominaram de: The Dresden Dolls.

Suas apresentações são performáticas (num estilo chamado, por eles mesmos, de ‘cabaret punk bretchiano“, lembra um pouco a estética do filme Moulin Rouge), onde os membros da banda maquiam-se e se vestem com roupas de cabaré. Os principais instrumentos são a bateria de Brian e o piano/teclado de Amanda, com vocal dos dois. Suas letras são cruas, puxando para o lado tragicômico… São composições fantásticas!

A voz grave de Amanda, acompanhada de seu piano dão aquele toque nostálgico que é quebrado com a bateria forte de Brian. Pode-se dizer que os dois são bem ecléticos na escolha dos ritmos que utilizam e que a mistura fica muito boa!

Ah, o nome da banda faz referência á cidade de Dresden, na Alemanha, devastada por um bombardeio na Segunda Guerra Mundial.

Encontrei na discografia deles, os seguintes álbuns:
- A is for Accident (2003)
-The Dresden Dolls (2004)
-Yes, Virginia (2006)
- No, Virginia (2008)

Deixo com vocês, o link para o site da banda e em seguida um videoclipe:

http://www.dresdendolls.com/

E então, o que acharam?
Beijos!

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