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Para Curtir: Pânico

Se você viveu sua adolescência na década de 1990, certamente lembrará da trilogia Pânico (e mesmo que não tenha vivido, com certeza sabe mais ou menos do que se trata). Wes Craven deu um ‘up’ nos filmes de suspense/terror. Ele resolveu tirar sarro do gênero, usando todos os clichês possíveis e imagináveis, identificando as regras básicas de todo filme de terror adolescente.

Então… Era uma vez, uma cidadezinha do interior, chamada Woodsboro onde morava uma garota, chamada Sidney Prescott (Neve Campbel – de… Pânico). Ela vivia super bem e feliz com seus amigos e seus pequenos dramas adolescentes, até o momento em que um louco fantasiado de Ghostface começou a atacar todos a sua volta, deixando um rastro de facadas sangrentas pelo caminho – que sempre levava à coitada da Sidney (uma eterna sobrevivente dos ataques).

Ao longo da história ela é acompanhada por uma jornalista egocêntrica Galle (Courteney Cox – ex-Friends) e por um policial ‘gente boa’ Dewey (David Arquette – ex-Courtney Cox). O Massacre de Woodsboro vira livro nas mãos de Galle e uma franquia de filmes nas mãos de um diretor fictício dentro da trama.

Onze anos depois, Sidney, que havia deixado a cidade, retorna a fim de lançar seu livro de auto-ajuda (uma sacada fantástica, na minha opinião). Acontece que junto com ela, volta também o bendito Ghostface, e as novas vítimas são os novos adolescentes da cidade, entre os quais está a prima de Sidney, Jill (Emma Roberts). Tudo se repete, sangue e facadas… Com um detalhe:

“Nova década, novas regras” (adoooooooro essa frase hehe)

Aqui as novas mídias são utilizadas. A presença da super-exposição por meio da internet é citada, a dependência dos celulares e obviamente, a tiração de onda com as milhares de refilmagens, remakes, reboots que os filmes de terror são vítimas.

Apesar de ser um filme de suspense, a gente dá muita risada dentro do clima tenso, porque eles usam o clichê, como clichê, dentro do clichê (entenderam?). Sabe as cenas clássicas dos filmes do gênero, estão lá, como deveriam estar, sem muita surpresa (é possível até prever as mortes).

O Ghostface que antes era mais contido, agora está mais raivoso, um outro espelho dos novos tempos (e das novas motivações). O elenco novo (destaque para Hayden Panettiere – de Heroes) constrói muito bem o clima dos filmes, mas é preciso dar os créditos aos veteranos da trama.

Cox e Arquette (que se conheceram nas filmagens de Pânico, casaram e estão recém-divorciados) estão muito à vontade, como se nunca tivessem deixado os personagens de lado. Chega a dar raiva do Dewey, sério, ele é muito ‘gente boa’ e está ‘sempre à caminho’. A Galle volta com toda a pretensão anterior… E bato palmas para a atuação de Neve Campbel: contida, tensa, é como se ela carregasse o corpo de todos os mortos pelo Ghostface nas costas, até seu sorriso é de uma melancolia linda, contradizendo suas próprias palavras em seu livro.

Ao meu ver, o desfecho podia ser bem mais ousado, mas a revelação do assassino e suas intenções (sempre meio absurdas) conseguiu convencer. Um super destaque também para a sequência de abertura – perfeita.

Avaliação: um bom filme. Cumpriu bem o seu papel, aplacando a nostalgia dos que acompanharam a primeira trilogia. Uma boa direção, boas atuações, diálogos afiados e debochados. Sem grandes mensagens morais (e desde quando filmes de terror tem alguma mensagem moral, Ana Paula?) é um filme para divertir… para assustar, talvez… Mas acredito que a verdadeira intenção do roteiro é nos colocar diante da questão sobre a originalidade do cinema hoje em dia…

Um reboot digno da primeira trilogia… Mas, lembrando que nada supera o original (hihihihi).

P.S. Há rumores de uma nova trilogia. Será?

Para Curtir: Rio

Hoje, eu quero fazer um agradecimento especial ao Carlos Saldanha que é um lindo e nos enche de orgulho!

Exatamente, vamos falar sobre “Rio” , o filme de animação dirigido pelo brasileiríssimo Carlos Saldanha (já supracitado). Bom, depois de “A era do gelo” todos nós já sabíamos do grande talento surgido nas terras tupiniquins, e mesmo assim, confesso que fiquei um pouco receosa ao saber de sua pretensão em criar um longa no Rio. Fiquei pensando se não iriam ser usados todos aqueles clichês que estamos cansados de ver nas telas de Hollywood

E, para minha surpresa, foram exatamente esses clichês que apareceram na tela… Mas, sinceramente de uma forma que eu ainda não tinha visto! Sabe quando você zoa de você mesmo de propósito?

Exatamente! Rio é uma grande brincadeira. Não tem a menor pretensão de ser o que não é. Rio é uma comédia romântica “passaral” que se passa no Rio de Janeiro, só. As imagens já tão conhecidas surgem de uma forma que mais parecem reais (e não CG). As situações – algumas vezes bizarras – do cotidiano estão lá, em seu viés mais cômico.

Vamos a sinopse: é a história de uma arara azul, Blu, (na voz de Jesse Eisenberg) que, ainda filhote, é ‘contrabandeada’ para Minnesota, nos EUA. Lá é adotado por Linda (voz de Leslie Mann). Eles crescem muito unidos (muito mesmo), até que, 15 anos depois, o cientista Túlio (voz de Rodrigo Santoro) encontra Blu e insiste que tem que levá-lo ao Rio de Janeiro para procriar com a última arara-azul fêmea do planeta, Jade (na voz de Anne Hathaway). Ela é uma típica mocinha independente que encanta o protagonista.

Acontece que os dois são raptados por contrabandistas e tem que fugir, com o pequeno detalhe de que estão acorrentados e Blu não sabe voar! Os dois são perseguidos por uma cacatua do mal e contam com a ajuda de um grupo tipicamente brazuca (um tucano, um pássaro ruivo, um canário amarelo e um buldog). Daí vocês podem perceber: muitas e engraçadíssimas confusões.

Os típicos personagens estão presentes: os malandros, o bobão de coração mole, o vilão, os ajudantes atrapalhados do vilão… Os traços nem sempre são realistas, mas tornas os personagens humanos, de certa forma. O melhor é que o roteiro é tão simples que nos diverte nos detalhes.

A fotografia é linda. Chega a dar um arrepio quando a Sapucaí surge imponente, uma favela surge em uma beleza poética. E a trilha sonora… Minha gente, a trilha sonora é fantástica (também, Sérgio Mendes, queria o quê, Né?).

Recomendo Rio. Muito. Para rir, para apreciar nossas belezas, para homenagear os nossos talentos conterrâneos. Eis o trailer:

Mulher de Fases

Quantas vezes a gente já se apaixonou por um rapaz achando que ele é um príncipe e quando vai ver ele é um sapo?

Mas será mesmo que todo príncipe vira sapo?

Dia 11 de Abril estréia na HBO a série Mulher de Fases que vai tratar sobre esse assunto de maneira divertida. E já pra aquecer as gargalhadas, no Facebook a serie possui o aplicativo “Principe ou Sapo?” onde você seleciona os amigos da sua lista, identifica que tipo de sapo eles são e compartilha com todo mundo :D Assim já dá pra avisar “azamigas” que aquele gatinho que parece um príncipe na verdade é um Ciumentae Possesivus!

Deve ter um milhao de tipos de sapos no mundo, mas os que cairam aqui na casa do @chatfeminino foram os:

Obdientae Submissus (Sapo Submisso), Aereus Desligatus (Sapo Desligado), Malandrae Gallinacius (Sapo Galinha), Pegajosus Grudentae (Sapo Grudento) e o Ciumentae Possesivus (Sapo Possesivo)

Sendo que o os que mais caem na minha vida são o Malandrae Gallinacius (Sapo Galinha) e o Aereus Desligatus (Sapo Desligado)

Olhem a descrição do Sapo Galinha:
Sapo Galinha (Malandrae Gallinacius) é caracterizado pelo comportamento atrevido e vive para a caça – não de presas, mas de fêmeas para o acasalamento. A incansável busca por interação com qualquer coisa que se mova facilita a sua identificação.

E ai, quais são os sapinhos da sua vida? Ou você é sortuda e ja achou seu príncipe?

Pode ser neura nossa, mas convenhamos que todo mocinho tem algum defeito que o transforma em sapo!

Para ver os sapinhos com mais detalhes, clica aqui e aqui

Para Curtir: Ondine

Hoje vou trazer mais um filme para vocês procurarem e curtirem. Desta vez, falarei sobre Ondine, um filme inglês de 2009.

Conta a história de um pescador que, um belo dia, pesca uma mulher. Exatamente. O filme inicia com Syracuse (Colin Farrell, de Alexandre, o Grande) puxando sua rede e surpreendendo-se com a mulher desacordada que veio nela. A bela mulher, de aspecto misterioso afirma se chamar Ondine (Alicja Bachleda, uma cantora polonesa) e a presença dela coincide com vários eventos de “difícil explicação” (para não dizer, mágicos).

Anne, a filha de Syracuse, é portadora de insuficiência renal, e vive com sua mãe e o namorado dela, ambos alcoólatras. Esperta como toda criança dos filmes sabem ser, ela logo teoriza que Ondine é na verdade uma selkie, um ser da mitologia nórdica. As selkies são as mulheres focas, que simpatizam com pescadores e tem o dom de lhes conceder desejos.

Considerado um conto de fadas contemporâneo, Ondine é ambientado na Irlanda. A fotografia faz um bom uso das paisagens belíssimas. Durante o dia percebemos a imensidão que os cerca, a nas cenas noturnas ficamos quase sufocados com a escuridão (que também é interna aos personagens). A edição mantêm o filme naquele clima melancólico que parece rodear a vida de Syracuse. Eu que não sou muito fã de Colin Farrell achei a atuação dele muito boa, totalmente condizente com o perfil do personagem.

Nada muito mirabolante acontece, o filme jamais acelera, mesmo em seu clímax. É uma história de esperança, como muitas outras, o que me chamou a atenção nele, é a forma como somos levados sempre a ficar na dúvida acerca da origem de Ondine.

A direção do filme é de Neil Jordan (diretor do meu amado Entrevista com o Vampiro). Não é sua obra prima, mas é um filme para aquela tarde em que não queremos agitação, somente que a fantasia preencha nosso cotidiano.

Para quem ficou curioso, segue o trailer:

Para Curtir: Amor e Outras Drogas

Esta semana vi um filme que eu queria muito ver, desde que fui apresentada ao trailler ainda no ano passado: Love & Other Drugs (ou, Amor e Outras Drogas, em português).

Avisando que é mais uma comédia romântica. Não esperemos grandes enredos, desfechos mirabolantes. É aquela fórmula já tão clichê, mas que nós adoramos. Confesso que ao passar dos minutos, foi impossível não fazer uma ligação direta com ‘Outono em Nova York’ e ‘Doce Novembro’. A mesma história de um cara que muda completamente sua vida ao se deparar com uma mulher fascinante… Ah, o amor!

No início somos apresentados à Jamie Randall (Jake Gyllenhaal – de Príncipe de Pércia), um cara bonitão, que tem o dom da sedução. Ele resolve que precisa ganhar dinheiro e ingressa como representante da Pfizer (isso, a compainha farmacêutica). Um belo dia, conhece Maggie Murdock (Anne Hathaway, de O Diabo Veste Prada), aos 26 anos diagnosticada com Mal de Parkinson. O interesse dele é imediato e ela diz algo do tipo “e aí, tá afim de um relacionamento puramente casual?”. De verdade, que homem rejeitaria? rsrs

Massss as coisas vão acontecendo de acordo com aquela fórmula ‘supracitada’ e… Ops! O amor acontece. Mas acontece para quem? Em que momento? Para não estragar completamente a surpresa, vocês tem que assitir!

O que eu achei interessante nesse filme, é que ele trata com bom humor a forma utilizada pelas indústrias farmacêuticas para conseguir que os médicos receitem seus produtos. O clímax do filme, ocorre junto ao ‘estouro’ que foi o lançamento do Viagra no mercado, e às questões que o Parkinson traz.

Vi diversas críticas e algumas delas esculachavam o filme por ele ser superficial em todos os pontos mais sérios que busca abordar… Mas, gente… é uma comédia romântica! Não um drama sobre as Indústrias Farmacêuticas, ou a vida de pessoas com Parkinson. O filme consegue atender ao seu maior intento: divertir o espectador… encher nossas cabecinhas românticas de sonhos com o cara perfeito (ou não).

Eu paricularmente gostei do filme. A química entre os protagonistas está perfeita, eles parecem bem à vontade diante das câmeras (à vontade messsmo), os coadjuvantes também estão excelentes (com excessão de um, que eu achei completamente dispensável, vejam e tentem descobrir… e deixem seus palpites nos comentários rsrs). Os diálogos são bem “ vida real mesmo” e a trilha sonora é super saudosista (com direito à Macarena e tudo!)

Um filme para aqueles dias em que você quer esquecer a crise mundial e apenas desopilar um pouco.

*-**-*
P.S.: O filme é baseado no livro Hard Sell: The Evolution of a Viagra Salesman, escrito por Jaime Reidy.

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