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jul 11, 2011 Em: Cinema, Comportamento, Para assistir

8 filmes de Harry Potter em 5 minutos

A Warner soltou essa semana um vídeo de cinco minutos que resume os oito filmes da saga Harry Potter que chega ao final dia 15/07, próxima quinta-feira.
O vídeo é lindo e foi um ótimo flashback pra ver antes de assistir último filme da franquia.

Ao ver o vídeo fiquei com o olho cheio de lágrima, imagine vendo o fim da saga no cinema?! Vou chorar muito, podem ter certeza.

Vocês já compraram os ingressos?!
;D

Beijinhos

Para Curtir: Louise Attaque

Estou em uma fase ‘afrancesada’. Tenho procurado conhecer mais da cultura francesa, e, como sou bastante auditiva, corri a procurar bandas – de preferência, de rock. E nessas andanças pelo Google (te amo!) descobri uma lista com as bandas francesas mais influentes da atualidade (não lembro o nome do site =/).

Tudo o que sei é que resolvi ouvir o primeiro e o segundo lugar do ranking e tive surpresas maravilhosas! As duas bandas são ótimas, mas eu quero falar aqui sobre o segundo lugar. Sim, eu realmente viciei em “Louise Attaque”.

Vejam só, que legal. Dois caras, Gaëtan Roussel (guitarrista e vocalista) e Robin Feix (baixista) resolveram montar uma banda. Então eles encontraram um baterista, Alexandre Margraff. Surgia a banda de rock “Caravage”. Um belo dia, precisaram de mais um guitarrista e encontraram Arnaud Samuel… um violinista!!!

Sim, o violino dá um charme todo… sei lá, charmoso às músicas!

Aí eles “digievoluíram” (piadinha nerd ^^ quem não entendeu, pergunta tá? rs) e em 1994, surgiu oficialmente o Louise Attaque. Uma banda de rock com toques de “chanson” e “folk”. Sabe aquele som aceleradinho, meio “indie”? Coloque um violino e vejam que combinação deliciosa!

As letras deles são bem ácidas e os arranjos bem originais. O nome da banda é uma homenagem à Louise Michel, uma anarquista francesa que do século XIX (a história dela é massa!).

A banda lançou dois álbuns, o “Louise Attaque” (que foi ‘o’ sucesso na França), e em 2000 o “Comme on a dit”, sendo este segundo um som mais sombrio que o primeiro (menos público, mas, não menos qualidade). Então resolveram entrar em “hiato” (fãs de Los Hermanos odeiam essa palavra) pois estavam sem criatividade e cansados da “pressão”. A banda se dividiu em duas duplas entre 2001 e 2005, até que resolveram se unir para gravar mais um CD, o “À Plus Tard Crocodile”, um som mais leve… mais feliz.

Em 2007 resolveram dar um tempo mais uma vez. Nunca afirmaram o fim da banda, mas desde então, nada mais foi produzido pelo grupo em conjunto.

Bom, é uma pena. O som deles é muito bom mesmo e agrada a quem gosta desse rockzinho mais indie (oi, eu!).

Deixo vocês com uma duas das músicas que mais gosto deles. Ouçam, dêem a opinião de vocês. Espero que gostem!

Agora um clipe para vocês sentirem o estilo deles:

Beijos!!!

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 – Trailer Final

Se tem uma série livros/filme que marcou minha adolescência foi Harry Potter. Acompanhei a saga do bruxo do primeiro ao sétimo livro e agora a saga cinematográfica chega ao fim depois de 10 anos (mais alguém se sentiu velha!? hehe).
Faltando menos de um mês para a estréia da parte 2 do filme final, foi lançado o último trailer com 2´27 minutos de pura emoção! Quem acompanha sabe o quanto é triste que a história esteja chegando ao fim e pra dar aquele nervoso, assistam o trailer:

Eu poderia fazer uma dissertação só sobre esse trailer, mas vou destacar os pontos que já me chamaram atenção:
*Harry confrontando Snape
*Hogwarts pegando fogo
*A cena do priori incantatem
*Harry chamando Voldemort de Tom

Quem já tá fazendo contagem regressiva pra estréia?!
Eu e Ana Paula (que escreve o para curtir aqui no blog) vamos fazer uma maratona de todos os filmes antes de ver o último ;D

Harry Potter e as Relíquias da Morte, parte 2, tem estréia mundial em 15 de julho e vai ter versão em 3D.

Beijinhos

jun 16, 2011 Em: Para curtir, Para ler

Para Curtir: A Menina que Roubava Livros

Olá galerinha! Me empolguei com o clima melancólico na nossa playlist dessa semana e resolvi embarcar na onda. O Para Curtir de hoje será literário e terá aquele clima frio e tristonho da Alemanha Nazista.

A Menina que Roubava Livros é um romance escrito pelo australiano Markus Zusak e publicado em 2005. A Morte é a narradora que acompanha a trajetória de Liesel, uma menina que, enquanto era levada por sua mãe pra adoção, é surpreendida pela morte do irmão mais novo. Ali é seu primeiro encontro com a narradora. Durante o funeral do seu irmão, percebe que o coveiro deixa cair um livro : “O manual do coveiro”. Este também é o primeiro livro que ela rouba.

Chegando ao seu destino, passa a viver com o casal Hubberman (a firme Rosa e o amável Hans) na rua Himmel. A morte relata com encanto os momentos que a menina passou junto aquelas pessoas. Sua amizade (e amor não nomeado) por Rudy, o encontro de Hans, com Max, o judeu. As brincadeiras, descobertas, travessuras, aprendizado e, principalmente, sua paixão por livros. Roubar livros, nesta história está para além de um ato leviano. É parte do crescimento pessoal, da construção de mundo dela.

É uma trama realmente envolvente. A estrutura da narrativa é bem diferente das convencionais. A narração vai e volta no tempo, como se fosse realmente alguém nos contando um segredo. Aqueles momentos só pertencem à memória da Morte e ela resolveu compartilhar conosco. É esta a impressão que dá. Os personagens são de uma verdade espantosa. Com suas qualidades e defeitos, tudo tão crível que é impossível não se apaixonar por eles.

O clima é sempre sombrio, afinal, estamos no meio da Segunda Guerra Mundial. A característica bondosa dos Hubberman traz alguns momentos de tensão. E os únicos momentos de ‘luz’ são aqueles onde Liesel se permite ser uma menina, quase adolescente , na descoberta do mundo e de seus sentimentos.

Não esperem muitas surpresas para o final. A Morte trata de ‘ceifar’ todas elas, e mesmo assim ficamos presos às suas palavras, que para nossa surpresa, são de um teor filosófico… Como se a humanidade, e todas as coisas pelo que ela passou tenham-na deixado mais humana, mais preocupada, e encantada. Eu que adoro citações, me vi num paraíso de palavras bem articuladas. E se vocês forem sensíveis… Separem lenços para o final (só um aviso, porque eu chorei litros).

Leiam. Apaixonem-se e comentem sobre sua experiência com este livro. Afinal: “Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler.”

Para Curtir: O Crime do Padre Amaro

O Para Curtir de hoje é um “combo livro + filme”. Falarei sobre a obra de Eça de Queiroz “O Crime do Padre Amaro”. Eu li este livro no auge dos meus 14 anos e, na semana passada, um amigo falou tanto do filme que eu resolvi comprar e ver.

Eça de Queiroz foi um escritor português que viveu no fim do século XIX, e resolveu que suas letras iriam chocar a sociedade. Representante do Movimento Realista em Portugal, ele observava as coisas ao redor, as instituições e sua hipocrisia, e resolveu escancarar o que de mais podre havia naquelas relações. A lista de provocações dele ia desde o casamento, incesto, ambição e, principalmente, as estruturas clericais.

Em “O Crime do Padre Amaro”, considerado um dos maiores romances em língua portuguesa, a crítica ficou mais evidente. Podemos pensar, “nossa, mas escândalos com padres, pastores e afins são tão comuns…” Porém, devemos levar em consideração o momento histórico no qual a obra se desenvolveu. É preciso considerar também a forma magnífica como o cotidiano daquele período foi apresentado. A linguagem e os costumes são descritos de forma clara e crua.

No fim do século XIX grande parte da sociedade (principalmente a portuguesa) era dominada pela hierarquia eclesiástica, dessa forma, um livro que denuncia o ‘crime’ cometido por um padre era uma heresia. Bom, Eça de Queiroz nunca se importou em ser um herege…

O livro, conta a história de Amaro um órfão, criado junto a uma marquesa a qual decide que o destino do menino é ser padre. Amaro, desde a infância, é apresentado como um menino ‘astucioso’, que por ter crescido rodeado de mulheres, aprendeu com elas arte de ‘enredar e mentir’. É descrito como um sacerdote sem verdadeira vocação, apenas submete-se às vontades alheias e deixa-se levar. Ingênuo no início, assume todas as falhas de seus pares.

Já ordenado, passa a ser pároco de uma pequena cidade: Leiria. Ali hospeda-se na casa de Joana (amante do seu ‘padre mestre’) e sua filha, Amélia. Esta, uma moça romântica, inocente mas com sensualidade aflorada. Iniciam um romance, que, obviamente, é proibido. A partir daí, as atitudes de Amaro e dos que estão ao seu redor, passam a ditar as regras da vida de Amélia.

Amaro não deseja perder a comodidade que a vida eclesiástica lhe proporciona. Escândalos devem ser evitados a todo custo. Nesse enredo a vida das pessoas passa a ser orquestrada a partir do acaso que o relacionamento entre Padre e Fiel se desenvolve. Não falarei mais, para evitar spoilers.

Em 2003, o filme mexicano com o mesmo título do livro concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Tendo como protagonista Gael García Bernal, o drama também fez um rebuliço na sociedade mexicana, que até se mobilizou contra a produção. Aqui, na visão do diretor Carlos Carrera, a cidade de Leiria transforma-se em Los Reys, para onde Amaro (um jovem e promissor sacerdote), é enviado após sua ordenação. Ali ele se depara com problemas relacionados à relação entre a Igreja (com a Teologia de Libertação) e as guerrilhas, bem como o relacionamento de padres com traficantes da região. Abalado em suas convicções, Amaro ainda encontra o amor de Amélia, uma jovem extremamente dedicada à religião. Entre o filme e o livro, podemos perceber algumas diferenças de personalidade no protagonista. Mas nada que descaracterize a obra de Eça de Queiroz. O comodismo e a hipocrisia ainda estão lá, guiando os passos não só de Amaro, mas de toda a sociedade.

Digno de uma indicação ao Oscar, o filme traz um roteiro bem amarrado. Gosto da edição de imagens também, que condiz com a simplicidade do lugar (em uma fotografia pálida e por vezes sombria, lembrando a condição clandestina dos personagens). Os diálogos são sussurrados como se grandes segredos estivessem (e estão) se expressando a todo o momento. É interessante notar que o contraponto também se molda à regra dominante. Ao fim, a voz de revolta cala-se, adequa-se ao seu bem estar.

Recomendo o filme. Recomendo o livro.

Existem outras obras muito boas de Eça de Queiroz, adaptadas para TV e cinema. Já viram algumas? Se sim, comentem aí! ;)

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