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fev 01, 2012 Em: Para curtir, Para ouvir

Para Cutir: Mallu Magalhães – Pitanga

Sempre gostei da Mallu Magalhães. Mesmo no comecinho, quando dizer que gostava dela era polêmico. Gosto muito de sua voz. Acho que ela é extremamente talentosa, curtia curto muito suas músicas e apreciava seu folk gostosinho.

Resolvi ouvir o novo trabalho dela, Pitanga, que me agradou e incomodou ao mesmo tempo. Confuso né? Então… Vou tentar me explicar.

Pitanga teve uma clara e evidente influência de Marcelo Camelo (namorado da garota, que eu também adoro). Me lembrou muito os cds “4” do Los Hermanos e “Sou” do Camelo. Mesmos temas, até a arrastada na voz que Camelo tem está presente na intepretação de Mallu. E foi isso que incomodou, eu fiquei buscando autenticidade, a Mallu ali e só ouço o Camelo soprando no ouvido dela.

Isso faz com que o álbum seja ruim? De forma alguma. Contraditoriamente, eu gostei muito. Achei até que funciona naquele jeitinho manso dela. As letras são boas e arranjos também. É um álbum que vale a pena ouvir, aprender a cantar para aqueles momentos em que não se quer tanta badalação sabe? Talvez eu só precise me acostumar a esta influência tão forte e nova.

O primeiro clipe do álbum, é da música “Velha e Louca”. Um óbvio recado para aqueles que a criticam por qualquer motivo. Gostei da música e o clipe ficou bonitinho (ela está lindíssima). Mas, sabe, enquanto eu via não conseguia enxergar alguém que cresceu e está querendo mostrar sua identidade, só pensava em uma menina que pegou a maquiagem da mãe, calçou seu sapato alto e saiu dançando pela casa. Mais uma vez um conflito em mim, gostei do clipe mas não consegui ver uma ‘velha e louca’ e sim pensar em “ai, que bonitinho, ela tá querendo brincar de mocinha”. Sei que ela cresceu, mas acho que é pela atitude. Eu achei que ela ainda está muito acanhada diante das câmeras.

Acho que nunca fiquei tão confusa com um álbum. Geralmente ou amo ou deixo. E acredito que irei amá-lo, mas precisarei me adaptar e conhecer melhor essa nova fase da Mallu.

Abaixo, o clipe de “Velha e Louca”

E aí, tô muito errada? Qual a opinião de vocês?

Beijos!

Para Curtir: Suburgatory

Mesmo com Ana Paula tomando conta dessa tag aqui no blog, adoro vir deixar minhas dicas por aqui também e hoje vim contar sobre um seriado que estou assistindo e gostando muito, suburgatory, um sitcom americano que estreou nos EUA em setembro/2011 e passa na Warner desde Outubro/2011.


O seriado conta a história de George e Tessa, pai e filha que moravam em Manhattan e se mudam para o subúrbio depois do pai achar uma caixa de camisinhas na gaveta da filha.
Para Tessa a mudança é um grande castigo pois ela adorava Nova Iorque e acha a vida e as pessoas do subúrbio fúteis e superficiais.
Os episódios são super leves e bem humorados e por trás do humor dá pra sentir uma leve crítica ao jeito suburbano americano de ser, no qual as pessoas se preocupam muito com aparência e com as posses.
O seriado está em sua primeira temporada e espero que dure mais porque é bem legalzinho.
Alguém mais assiste?!?!

Beijinhos

dez 08, 2011 Em: Comportamento, Para curtir, Para ouvir

Para Curtir: The Dresden Dolls

Olá, pessoas!

Hoje, teremos mais uma dica musical. É que ando meio impossibilitada de ver outras coisa, mas música… Sempre me aparecem coisas novas. E semana passada, uma amiga me apresentou uma dupla fantástica, chamada The Dresden Dolls.

Era uma vez, Brian Viglione, que conheceu Amanda Palmer numa festa de halloween, em Boston (EUA), onde ela estava se apresentando. Brian encantou-se com o estilo da moça e a aproximação dos dois resultou em uma experiência musical com toques de indie rock, dark cabaret e post-punk, a qual denominaram de: The Dresden Dolls.

Suas apresentações são performáticas (num estilo chamado, por eles mesmos, de ‘cabaret punk bretchiano“, lembra um pouco a estética do filme Moulin Rouge), onde os membros da banda maquiam-se e se vestem com roupas de cabaré. Os principais instrumentos são a bateria de Brian e o piano/teclado de Amanda, com vocal dos dois. Suas letras são cruas, puxando para o lado tragicômico… São composições fantásticas!

A voz grave de Amanda, acompanhada de seu piano dão aquele toque nostálgico que é quebrado com a bateria forte de Brian. Pode-se dizer que os dois são bem ecléticos na escolha dos ritmos que utilizam e que a mistura fica muito boa!

Ah, o nome da banda faz referência á cidade de Dresden, na Alemanha, devastada por um bombardeio na Segunda Guerra Mundial.

Encontrei na discografia deles, os seguintes álbuns:
- A is for Accident (2003)
-The Dresden Dolls (2004)
-Yes, Virginia (2006)
- No, Virginia (2008)

Deixo com vocês, o link para o site da banda e em seguida um videoclipe:

http://www.dresdendolls.com/

E então, o que acharam?
Beijos!

nov 24, 2011 Em: Comportamento, Música, Para ouvir

Para Curtir: Karina Buhr

A música brasileira vem nos trazendo boas surpresas ultimamente. Meu mais novo vício é a cantora e percussionista Karina Buhr. Nascida em Salvador, ainda criança mudou-se para Recife, onde se inspirou no manguetown do Chico Science, no maracatu e na música de raiz.

Karina participou de vários grupos musicais (incluindo o Comadre Fulozinha), convivendo com diversas formas de expressões artísticas. Vive há cinco anos em São Paulo, á convite do diretor Zé Celso Marinez Correa para integrar a Trupe do Teatro Oficina, tendo participado de inúmeros espetáculos teatrais.

Confesso, conheci a Karina a partir da trilha sonora de “Cordel Encantado”. Não assistia a novela (por falta de tempo hehehe), mas achava a trilha formidável. Neste CD ela canta uma versão de “Tum Tum Tum” (não sei se o original é de Elba Ramalho ou Jackson do Pandeiro). Eu me encantei com sua voz e saí procurando informações sobre ela.

Seu primeiro disco solo (2010) chama-se “Eu menti pra você”, com letras mais voltadas para o cotidiano e referências à cultura de Recife. Aqui ela passeia entre momentos densos e lúdicos. Este trabalho foi escolhido como o 3º melhor disco nacional de 2010 pela Rolling Stone Brasil.

Agora, em 2011, ela lançou o “Longe de Onde”, um som mais cru e crítico, incluindo alusões ao ‘punk rock’ assim como a melodias mais suaves. Em entrevista para a Rolling Stone, Karina falou que pela primeira vez o disco foi gravado com a formação de uma banda de rock, o que deixa o som mais ‘pesado’.

Suas composições são belíssimas. As letras poéticas, os arranjos muito bem elaborados e seu sotaque tipicamente recifense dá todo um charme às canções. Além disso, há também a experiência no teatro que imprime um toque especial em sua performance, ao vivo, e em estúdio. De minha parte, existe uma grande identificação com as letras dela.

O site da Karina, onde vocês podem fazer o download do novo cd é o: http://karinabuhr.com.br/

Deixo com vocês o clipe oficial da música “Cara Palavra”, o qual foi gravado em uma viagem que ela fez ao Marrocos (ai que inveja! rs) e que eu achei super bacana:

Espero que gostem da dica. Ouçam e digam o que acharam, ok?

Beijos!!!

Para Curtir: A Pele que Habito

Pedro Almodóvar é genial. E isto é aclamado em todo o mundo. Cada filme seu é considerado uma obra de arte. Sempre polêmico, os temas dos seus filmes trazem tabus. Impossível ver uma de suas películas e não sair mexido de alguma forma.

Geralmente, são dramas que desvendam o universo feminino (não necessariamente, “geneticamente” falando, afinal, para ser mulher, em seus filmes, não é preciso ter dois cromossomos X). Desta vez, o diretor resolveu enveredar por outra área, o suspense. E saiu-se maravilhosamente bem.

Em “A Pele que Habito”, Almodóvar elabora uma trama surpreendente. É a história de Roberto (Antônio Banderas, em uma atuação divina), um cirurgião plástico que perde a mulher em um acidente de carro e fica obcecado por criar uma pele “indestrutível”. Para isto, ele tem uma misteriosa cobaia, Vera (Elena Anaya, também perfeita no papel) e a ajuda de Marília (Marisa Paredes, figurinha carimbada nos filmes de Almodóvar), sua mais fiel empregada.

Nisto, Roberto tem que enfrentar seus medos, loucura, paixões e fantasmas do passado. Enquanto isso, Vera tem que lidar com as implicações de sua transformação nas mãos do cirurgião.

Confesso que fiquei muito mexida com o filme. A reação de todo mundo no cinema, quando terminou a exibição foi praticamente a mesma: incredulidade.

Que fotografia bem elaborada! Trilha sonora que reflete todo o clima da história e a edição construída em meio a flashbacks colocados nos momentos exatos. Um recurso didático, mas que não ficou nem um pouco óbvio. Personagens muito bem elaborados e atuações que fazem jus à filmografia do diretor.

Assisti com um amigo, e não conseguimos comentar muito sobre o filme quando saímo do cinema, porque ficamos meio… Sem palavras. E, somente algumas horas depois, falando com uma amiga, percebi que é possível escrever uma tese inteira só com esta obra.

É, eu realmente gostei muito e recomendo a todos. Aviso que possui algumas cenas fortes e alguns temas tabu (Classificação 16 anos). Se não estiver afim de filmes intensos, sugiro que só assista quando esitver no clima. E para quem estiver na vibe, vejam e comentem!

Beijos!

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