A playlist de hoje vem no tom melancólico dos amores perdidos. Uma seleção de músicas no melhor estilo dor de cotovelo pra embalar seu sofrimento (ou não).
De Adele à Amy Winehouse, passando por Caetano Veloso e Bon Jovi, a seleção de hoje está bem eclética.
Dá o play:
A playlist de hoje foi montada com ajuda de PC (seu lindo, muah) e Ana Paula (que escreve aqui no blog e sempre ajuda a escolher músicas).
Para ver todas as playlists que já apareceram aqui no blog, clica aqui
A música brasileira vem nos trazendo boas surpresas ultimamente. Meu mais novo vício é a cantora e percussionista Karina Buhr. Nascida em Salvador, ainda criança mudou-se para Recife, onde se inspirou no manguetown do Chico Science, no maracatu e na música de raiz.
Karina participou de vários grupos musicais (incluindo o Comadre Fulozinha), convivendo com diversas formas de expressões artísticas. Vive há cinco anos em São Paulo, á convite do diretor Zé Celso Marinez Correa para integrar a Trupe do Teatro Oficina, tendo participado de inúmeros espetáculos teatrais.
Confesso, conheci a Karina a partir da trilha sonora de “Cordel Encantado”. Não assistia a novela (por falta de tempo hehehe), mas achava a trilha formidável. Neste CD ela canta uma versão de “Tum Tum Tum” (não sei se o original é de Elba Ramalho ou Jackson do Pandeiro). Eu me encantei com sua voz e saí procurando informações sobre ela.
Seu primeiro disco solo (2010) chama-se “Eu menti pra você”, com letras mais voltadas para o cotidiano e referências à cultura de Recife. Aqui ela passeia entre momentos densos e lúdicos. Este trabalho foi escolhido como o 3º melhor disco nacional de 2010 pela Rolling Stone Brasil.
Agora, em 2011, ela lançou o “Longe de Onde”, um som mais cru e crítico, incluindo alusões ao ‘punk rock’ assim como a melodias mais suaves. Em entrevista para a Rolling Stone, Karina falou que pela primeira vez o disco foi gravado com a formação de uma banda de rock, o que deixa o som mais ‘pesado’.
Suas composições são belíssimas. As letras poéticas, os arranjos muito bem elaborados e seu sotaque tipicamente recifense dá todo um charme às canções. Além disso, há também a experiência no teatro que imprime um toque especial em sua performance, ao vivo, e em estúdio. De minha parte, existe uma grande identificação com as letras dela.
O site da Karina, onde vocês podem fazer o download do novo cd é o: http://karinabuhr.com.br/
Deixo com vocês o clipe oficial da música “Cara Palavra”, o qual foi gravado em uma viagem que ela fez ao Marrocos (ai que inveja! rs) e que eu achei super bacana:
Espero que gostem da dica. Ouçam e digam o que acharam, ok?
Como contado aqui, eu e Ana Paula fomos ao show do Pearl Jam em SP (A Anne foi também) na última sexta feira (04/11) e eu vim aqui contar um pouquinho dessa experiência.
Uma banda afinada, com músicos extraordinários e um cantor de voz rouca e marcante, isso é Pearl Jam! Mas mais que isso, eles sobem ao palco e colocam tudo de si, apresentando para os que ali estão para vê-los um espetáculo extraordinário do mais puro grunge de Seattle exportado para o mundo.
Foram 30 músicas cantadas a plenos pulmões por um Eddie Vedder pequenininho pra quem via da arquibancada como nós, mas de um talento grandioso que encheu o estádio e tenho certeza que tocou cada um de nós que estávamos lá embasbacados com tanta grandeza e cheios de alegria por estarmos presenciando tudo aquilo.
A banda cantou grandes sucessos como Jeremy, Do the Evolution, Alive, Black (dedicada por Eddie Vedder ao céu naquela noite), Even Flow e Just Breathe.
Pista lotada, assim como o resto do estádio
Os momentos que fizeram estremecer a espinha foram vários, tanto provocados pelo frio cortante que fazia em São Paulo quanto pela emoção passada nos acordes musicais ali tocados, mas alguns foram extremamente especiais e valem ser compartilhados: Just Breathe, com um Eddie Vedder sentado, tocando violão como se na casa de amigos. Jeremy com o estádio inteiro cantando junto a plenos pulmões (e foi também o momento que perdi minha voz quase que completamente).
E Last Kiss, primeira música da banda que conheci e que me fez ir pesquisar mais sobre Pearl Jam. Nunca pensei que eles fossem cantá-la e quando os primeiros acordes começaram foi emocionante, minha voz inclusive voltou na hora! hehehehe
Para vocês conferirem, um pouquinho de Jeremy:
Foi tudo lindo e o melhor, não choveu! =]
Beijinhos
ps. A foto do post foi tirada por mim, não distribuir sem os créditos ;)
Enquanto vocês ouvem essa playlist eu e Ana Paula estaremos em São Paulo rumo ao Show do Pearl Jam e quatro dias na terra da garoa. Como a gente adora uma playlist temática a de hoje traz o nosso destino como tema central.
A playlist conta com artistas nacionais e internacionais que nos fazem remeter à cidade de alguma forma e acaba sendo bem pessoal, mas a seleção tá bem bacana!
Dá o play aí:
Quer ver algum tema específico de playlist aqui?!
Deixa nos comentários!
Gosto de rock. Gosto muito. E uma das bandas que eu sempre tenho em minhas playlists, sem dúvida é o Pearl Jam. Maior representante do movimento grunge (além do Nirvana, claro), o Pearl Jam está fazendo 20 anos de estrada (e muito sucesso).
O grupo, formado por Eddie Vedder (vocais e guitarra), Jeff Ament (baixo), Stone Gossard (guitarra), Mike McCready (guitarra) e, depois de algumas mudanças, Matt Cameron (bateria), surgiu em Seatle (sempre lá). Seu som é o grunge em sua essência – letras melancólicas, com temas obscuros e muita crítica social – e é considerada uma das bandas mais influentes da década de 1990.
Eu sou encantada pelas composições e arranjos, sempre bem elaborados. Outra marca é a voz do Eddie Vedder, sua sonoridade é única e transmite a força das letras. Fora que, ao menos em vídeo, percebemos que a performance da banda é sempre de entrega total ao momento. Outra coisa bem interessante, é que eles também são engajados em causas sociais (da política à conscientização para a saúde e impactos ambientais).
Em comemoração aos 20 anos da banda vieram um documentário (que ainda não vi, mas quero muito), um festival, e um cd ao vivo (Live on Tem Legs, que é fantástico). Além de tudo isso, para alegria de todos os fãs brasileiros, veio também uma turnê pelas terrinhas tupiniquins!
Pesquisei muito sobre essa turnê, buscando informações sobre set list e essas coisas. Confesso, não achei nada muito específico. Até que hoje, li uma entrevista na Folha (para ler, aqui ) onde o McCready diz que eles simplesmente tem 200 músicas ensaiadas e antes do show escolhem o que vão cantar. Isso é o que eu chamo de competência naquilo que se faz!
As datas dos shows no Brasil são: 3 e 4 de Novembro de 2011 em São Paulo; 6 de Novembro de 2011 no Rio de Janeiro; 9 de Novembro de 2011 em Curitiba; 11 de Novembro de 2011 em Porto Alegre.
Amanhã, dia 04 de novembro, estaremos (Nary e eu) enlouquecidas no Morumbi ao som da voz linda e exótica do Eddie Vedder. E aí, quem vai? Deixem nos comentários. Dividam conosco suas impressões sobre a banda e, para quem for, sobre o show também!
Deixo com vocês uma frase (que eu achei fantástica) do guitarrista Mike McCready: “Para nós, o show do dia é o show da vida.”