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Para Curtir: Lana Del Rey

Na última semana, foi divulgado o novo clipe da Lana Del Rey, “Blue Jeans”. Eu estava relutando em escrever sobre ela aqui, devido a grande polêmica que a ronda, mas, depois de ver aquela fotografia fantástica, resolvi criar coragem (rs).

Quem me conhece sabe como sou cismada com música pop. Eu até brinco que meu limite são de 7 músicas seguidas… Nem a Adele conseguiu amolecer meu coraçãozinho (e eu sei  e admito que ela é muito, muito  talentosa). Na verdade, eu não gosto muito do “mais do mesmo”. Questão de gosto né?

Pelos meus posts, devem ter percebido também que gosto de vozes meio exóticas e foi isso que me chamou atenção na Lana de início. Meu gosto por melodias mais bucólicas também me levou na direção dela. Antes do CD lançado, vi alguns vídeos de suas apresentações e até gostei,  acho que por tê-los visto, não fiquei tão chocada com a apresentação dela no SNL, porque eu já conhecia a voz dela e sei como o nervosismo pode agarrar a gente, algumas vezes. Mas me recuso em ser ativista do ‘team Lana’, assim como procuro não discutir com os que são do ‘team odeio a Lana’.

Minha análise é a seguinte: o estilo dela é diferente das outras cantoras pop. Seu tom de voz  é baixo, grave. Ouço suas melodias e parece que sou levada para um cenário “noir”. É lento, arrastado, sinuoso, meio misterioso. A própria aparência dela leva a isso. E meio diferente da onda Pin-Up de cabelos coloridos e roupas extravagantes, com vozes fortes, gritadas (não necessariamente estou dizendo ‘desafinadas’) e agudas, com milhares de “feat” e com cara de pista de dança que tomou de conta do cenário musical atual.

 

Já vi críticas de que o CD dela não é homogênio. Sinceramente, se fosse, cansaria. Não só dela, mas de qualquer artista que não ousa um pouco. Já li também que ela é “fabricada” , mas vamos pensar um pouco, quem não é? Música,hoje, é mercadoria e deva agradar o público, tem  que ser vendida. Sim, ela é fabricada, assim como todos os artistas pop. Também vi, inclusive, acusações fervorosas de que a voz dela era modificada e isso vindo de fãs ardorosos da Britney e da Katy Perry!   Agora, sendo honesta, que era bem engraçado ver as primeiras apresentações dela, ah isso era. Toda sem jeito no palco, meio tímida (e sim, isso também pode ter sido fabricado – porque eu adoro uma teoria da conspiração)

Não é questão de defesa ou de denúncia, mas sim de saber fazer uma crítica contextualizada e bem fundamentada. Vim falar da Lana e no fim o que eu fiz aqui foi uma análise do pop e de como os fãs reagem a ele (rsrs)

Eu gostei do CD e também do clipe de “Blue Jeans”, que, obviamente é um prologo ou adendo ao de “Born to Die”. Adorei a fotografia e a metáfora de “nadar” com o perigo.  Segue abaixo o vídeo:

E então, não se acanhem! Queremos saber a opinião de vocês!

Beijos e até a próxima!

PS: Ah, e só para esclarecer. Eu gosto de pop,  só não gosto tanto assim. Mas, vamos combinar que se acabar na pista batendo cabelo é bom de vez em quando .

fev 28, 2012 Em: Comportamento, Música

Músicas pra dançar na cadeira

Eu trabalho 8 horas em frente a um computador e a maior parte desse tempo passo ouvindo música enquanto trabalho, me ajuda a produzir e eu fico entediada se tiver muito silêncio. Gosto de ouvir cds inteiros de bandas ou trilhas sonoras de filmes, mas desde a semana passada duas músicas tem estado na minha playlist diária porque são animadinhas e ótimas pra bater o pé no chão enquanto você trabalha (sim, eu faço isso).


Florence and the machie com “Dog Days Are Over“. Eita música alegre viu, ainda mais que a letra fala de felicidade. Dou o play nessa música e instantaneamente já fico mais alegrinha, boa demais!


Estelle e Janelle Monáe com “Do my thing“. Essa saiu semana passada e já estou super viciada. Tem uma batida super gostosa de ouvir e dá vontade de sair dançando.

Se alguém tiver músicas nesse estilo que são ótimas pra ouvir no trabalho, compartilhem, sempre gosto de atualizar minha pasta de músicas. ;D
E quem sabe eu não junto tudo e faço uma playlist aqui pro blog?

Beijinhos

dez 16, 2011 Em: Música, playlist

Playlist: Dor de Cotovelo

A playlist de hoje vem no tom melancólico dos amores perdidos. Uma seleção de músicas no melhor estilo dor de cotovelo pra embalar seu sofrimento (ou não).
De Adele à Amy Winehouse, passando por Caetano Veloso e Bon Jovi, a seleção de hoje está bem eclética.
Dá o play:
Dor de Cotovelo by Nayara Leandro on Grooveshark

A playlist de hoje foi montada com ajuda de PC (seu lindo, muah) e Ana Paula (que escreve aqui no blog e sempre ajuda a escolher músicas).

Para ver todas as playlists que já apareceram aqui no blog, clica aqui

Beijinhos

nov 24, 2011 Em: Comportamento, Música, Para ouvir

Para Curtir: Karina Buhr

A música brasileira vem nos trazendo boas surpresas ultimamente. Meu mais novo vício é a cantora e percussionista Karina Buhr. Nascida em Salvador, ainda criança mudou-se para Recife, onde se inspirou no manguetown do Chico Science, no maracatu e na música de raiz.

Karina participou de vários grupos musicais (incluindo o Comadre Fulozinha), convivendo com diversas formas de expressões artísticas. Vive há cinco anos em São Paulo, á convite do diretor Zé Celso Marinez Correa para integrar a Trupe do Teatro Oficina, tendo participado de inúmeros espetáculos teatrais.

Confesso, conheci a Karina a partir da trilha sonora de “Cordel Encantado”. Não assistia a novela (por falta de tempo hehehe), mas achava a trilha formidável. Neste CD ela canta uma versão de “Tum Tum Tum” (não sei se o original é de Elba Ramalho ou Jackson do Pandeiro). Eu me encantei com sua voz e saí procurando informações sobre ela.

Seu primeiro disco solo (2010) chama-se “Eu menti pra você”, com letras mais voltadas para o cotidiano e referências à cultura de Recife. Aqui ela passeia entre momentos densos e lúdicos. Este trabalho foi escolhido como o 3º melhor disco nacional de 2010 pela Rolling Stone Brasil.

Agora, em 2011, ela lançou o “Longe de Onde”, um som mais cru e crítico, incluindo alusões ao ‘punk rock’ assim como a melodias mais suaves. Em entrevista para a Rolling Stone, Karina falou que pela primeira vez o disco foi gravado com a formação de uma banda de rock, o que deixa o som mais ‘pesado’.

Suas composições são belíssimas. As letras poéticas, os arranjos muito bem elaborados e seu sotaque tipicamente recifense dá todo um charme às canções. Além disso, há também a experiência no teatro que imprime um toque especial em sua performance, ao vivo, e em estúdio. De minha parte, existe uma grande identificação com as letras dela.

O site da Karina, onde vocês podem fazer o download do novo cd é o: http://karinabuhr.com.br/

Deixo com vocês o clipe oficial da música “Cara Palavra”, o qual foi gravado em uma viagem que ela fez ao Marrocos (ai que inveja! rs) e que eu achei super bacana:

Espero que gostem da dica. Ouçam e digam o que acharam, ok?

Beijos!!!

nov 08, 2011 Em: Comportamento, Música

Pearl Jam em SP, como foi

Como contado aqui, eu e Ana Paula fomos ao show do Pearl Jam em SP (A Anne foi também) na última sexta feira (04/11) e eu vim aqui contar um pouquinho dessa experiência.
Uma banda afinada, com músicos extraordinários e um cantor de voz rouca e marcante, isso é Pearl Jam! Mas mais que isso, eles sobem ao palco e colocam tudo de si, apresentando para os que ali estão para vê-los um espetáculo extraordinário do mais puro grunge de Seattle exportado para o mundo.
Foram 30 músicas cantadas a plenos pulmões por um Eddie Vedder pequenininho pra quem via da arquibancada como nós, mas de um talento grandioso que encheu o estádio e tenho certeza que tocou cada um de nós que estávamos lá embasbacados com tanta grandeza e cheios de alegria por estarmos presenciando tudo aquilo.
A banda cantou grandes sucessos como Jeremy, Do the Evolution, Alive, Black (dedicada por Eddie Vedder ao céu naquela noite), Even Flow e Just Breathe.


Pista lotada, assim como o resto do estádio

Os momentos que fizeram estremecer a espinha foram vários, tanto provocados pelo frio cortante que fazia em São Paulo quanto pela emoção passada nos acordes musicais ali tocados, mas alguns foram extremamente especiais e valem ser compartilhados:
Just Breathe, com um Eddie Vedder sentado, tocando violão como se na casa de amigos.
Jeremy com o estádio inteiro cantando junto a plenos pulmões (e foi também o momento que perdi minha voz quase que completamente).
E Last Kiss, primeira música da banda que conheci e que me fez ir pesquisar mais sobre Pearl Jam. Nunca pensei que eles fossem cantá-la e quando os primeiros acordes começaram foi emocionante, minha voz inclusive voltou na hora! hehehehe
Para vocês conferirem, um pouquinho de Jeremy:

Foi tudo lindo e o melhor, não choveu! =]

Beijinhos

ps. A foto do post foi tirada por mim, não distribuir sem os créditos ;)

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